Tragédias climáticas são previsíveis diante dos descasos públicos

Deslizamentos e enchentes já deixam mais de 28 mil desabrigados e desalojados em Minas, Espírito Santo e Rio de Janeiro. As chuvas do fim de semana provocaram 54 mortes e 19 pessoas continuam desaparecidas.

Além de chuva com volume acima da média por causa das mudanças climáticas, é importante levar em conta outros fatores que contribuem para a situação crítica de dezenas de cidades na região: ocupações irregulares próximas de córregos, rios e encostas; supressão vegetal e degradação das bacias hidrográficas das cidades atingidas, desmatamento, impermeabilização pela pavimentação urbana, assoreamento de leitos de rios com bancos de areia e inclusive metais pesados.

Se por um lado faltam medidas preventivas, do outro faltam políticas públicas para sanar os desastres. Tinha dinheiro para prevenção de catástrofe com chuvas e não foi usado. Sim, o risco poderia ter sido menor, o número de desabrigados que em uma semana acumula mais de 30 mil pessoas sem casa poderia ser menor, o número de mortes também.

Projetos para contenção de cheias e inundações, obras preventivas de desastres foram todos ignorados. É público: 2019 foi o ano em que o governo federal menos investiu em obras preventivas e habitacionais na última década. Nem um terço dos recursos previstos para prevenção de desastres naturais foi sequer usado.

O Ministério do Desenvolvimento Regional que é responsável por investimentos em obras de prevenção de desastres e por programa habitacional para quem mora em área de risco parece paralisado. O que está acontecendo? Onde está o governo?

Fonte: Água Sua linda

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