Sindágua sai em defesa da Caern e afirma que denúncias têm cunho político

“Nós temos os melhores profissionais no segmento de águas e esgotos. Se dependesse de nós a situação seria completamente diferente. Nosso trabalho é sim de excelência, mas existe uma campanha de cunho político contra a companhia”, desabafou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgotos e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Sindágua), Ricardo José Rodrigues, sobre a denúncia do Ministério Público e o pedido de intervenção na Companhia de Águas e Esgotos do RN (Caern).

Segundo o presidente, que conversou com a reportagem do PORTAL NO AR, nesta quinta-feira (26), faltou ao MP um parecer técnico sobre a situação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Baldo, que foi um dos alvos da denúncia de que a Caern estaria despejando esgoto não tratado no Rio Potengi, o que teria aumentado significativamente a taxa de coliformes fecais no rio símbolo de Natal.

“A coisa não é bem como publicaram na denúncia deles. Nós conhecemos o trabalho das pessoas na ETE do Baldo e podemos afirmar que o esgoto não é despejado lá sem tratamento. Até porque para o esgoto chegar lá necessita passar por todo processo de filtragem até o descarte no rio”, explicou o sindicalista.

O problema segundo Ricardo Rodrigues é que todo o equipamento da Caern requer manutenção e a demora nas licitações vem gerando maior parte das limitações da companhia, que não pode focar apenas na implantação da rede e demorar na manutenção do maquinário. Para ele “a demora é o que limita os trabalhos”.

Outro ponto que o presidente do Sindágua quis esclarecer é relacionado às denúncias de buracos em vias da capital, incluindo o recapeamento das vias. Para o sindicalista, o primeiro ponto a ser esclarecido é relacionado ao que é de responsabilidade da Companhia, que são as redes de água e esgoto de todo estado. Já as galerias de águas pluviais são de total responsabilidade da Prefeitura do Natal.

Os buracos e o recapeamento de má qualidade são responsabilidade das empresas terceirizadas contratadas pela companhia. Aos servidores da Caern cabe a responsabilidade de realizar a manutenção da tubulação. “O recapeamento é o que acaba com o trabalho de excelência e gera fortes críticas da população devido à má qualidade”, disse.

“Hoje estamos literalmente em cima das empresas terceirizadas, pois nós fazemos a nossa parte, mas eles não estão fazendo a deles e nós levamos a culpa. Até estamos pedindo para ser acrescida nas próximas licitações uma cláusula que obrigue as empresas a refazerem sem custo o trabalho de recapeamento paralelo (paralelepípedo) e asfáltico”, explicou o diretor.

Rodrigues ainda comentou sobre a campanha recente realizada pelo vereador Klaus Araújo (SD), que espalhou vários outdoors pela cidade com críticas aos serviços de saneamento realizados pela companhia. “Tentativas de denegrir a imagem da empresa é um desserviço”, encerrou.

Por fim, o presidente do Sindágua reforçou que a participação da população fiscalizando e denunciando as irregularidades é importante para a empresa reavaliar os contratos dos prestadores de serviço.

A Caern divulgou nota sobre o pedido de intervenção feito pelo MP.

A ouvidoria da Companhia pode ser contatada pelo telefone (84) 3232-4561, e-mail: ouvidoria@caern.com.br ou presencialmente na sede da Rua Ataulfo Alves, 149, Candelária. A Ouvidoria manterá o sigilo da identidade do denunciante.

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