Sindágua/RN solicita explicações sobre abertura de capital da CAERN

A direção do Sindágua/RN encaminhou hoje, dia 17/07, ofício ao presidente da CAERN, Roberto Sérgio Ribeiro Linhares, e a Governadora Fátima Bezerra (PT), solicitando esclarecimentos sobre as recentes declarações envolvendo a abertura de capital da Empresa, bem como o fomento das Parcerias Público Privadas – PPP. As declarações deixam os caernianos e a sociedade em geral apreensivos diante da perspectiva de privatização parcial da Companhia.
 
No ofício encaminhado ao presidente da CAERN, Roberto Sérgio, o Sindágua/RN colocou a necessidade da gestão realizar encontros com os empregados na sede da Empresa e nas regionais no interior do Estado para esclarecer dúvidas sobre a possível abertura de capital da Companhia. O momento requer a plena participação dos envolvidos e democratização de informações pertinentes ao caso.
 
Por sua vez, no ofício encaminhado para a Governadora Fátima Bezerra o pedido sindical foi de uma audiência para discutir a política envolvendo o saneamento básico estadual. A Entidade Sindical lembra no documento que o projeto político assumido pela então candidata no período eleitoral e que foi vencedor nas urnas previa o fortalecimento da CAERN como empresa 100% pública.
 
É de conhecimento de todos que a privatização mesmo que parcial de serviços essenciais é a pior opção para a população: serviços precarizados, aumentos exorbitantes nas tarifas, que causam a exclusão da parcela mais pobre da sociedade do acesso aos serviços, atrasos no atendimento e terceirizações em massa.
Em relação ao saneamento público, o quadro é mais grave ainda, já que este setor tem uma interface de suma importância com a saúde, com a educação, com a energia, com alimentação e meio ambiente, com impactos relevantes na qualidade de vida dos usuários. E não há dúvida: o setor privado visa o lucro, e não o caráter social, este sim dever do Estado na busca da universalização.
 
Em nível internacional em grandes cidades como: Paris (França), Atlanta (EUA), Berlim (Alemanha), Buenos Aires (Argentina) e Cochabamba (Bolívia) fizeram a retomada dos serviços para o poder público. E no nível nacional a resistência dos trabalhadores e da sociedade também se amplia em vários estados visando fortalecer o saneamento público. Estas ações demonstram o quanto à experiência da privatização se apresenta desastrosa, levando os governos a voltarem atrás e retomarem os serviços de saneamento para o controle público.
O Sindicato entende que o BNDES, CEF e Banco do Brasil, precisam garantir e ampliar os investimentos no setor de saneamento no país. Para desta forma se alcançar a universalização e as parcerias público/público garantidas na Lei 11107/05.
A resistência à privatização das empresas de saneamento é um dever de todos aqueles que acreditam que o controle da água vai além de uma defesa de interesses corporativos, mas sim da nossa soberania enquanto nação livre, capaz de gerir seus recursos naturais em prol da população, especialmente a camada mais excluída, que sofre com a falta de água e com as doenças advindas da falta de saneamento.

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