Sindágua/RN participa de seminário sobre a reforma da previdência

Nos dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro, o presidente do Sindágua/RN, Ricardo André, esteve junto com representantes de outras entidades sindicais e centrais sindicais no seminário para debater os impactos da Reforma da Previdência no Brasil e no Rio Grande do Norte. A ideia foi reunir ativistas e trabalhadores do estado com o objetivo de estudar o tema e organizar um movimento contra a reforma proposta pela governadora Fátima Bezerra. O evento também debateu as implicações da Reforma Administrativa do governo Bolsonaro, que tem como alvo os serviços públicos e os servidores de todo o país.

O seminário foi realizado no Sindicato dos Bancários do RN, em Natal/RN, e teve como palestrantes especialistas sobre a Reforma da Previdência e Reforma Administrativa do governo Bolsonaro.

A ideia foi permitir que os trabalhadores do RN saibam quais são os prejuízos que as reformas da previdência e administrativa vão trazer para suas vidas. Uma delas dificulta ainda mais o direito à aposentadoria, enquanto a outra representa a extinção dos serviços públicos. São medidas consideradas gravíssimas pelos participantes do seminário e terá também o objetivo de mobilizar a classe trabalhadora para defender seus direitos, seja contra Bolsonaro ou Fátima Bezerra.

O encontro foi organizado por sindicatos e centrais sindicais do estado, como Sindsaúde/RN, CSP-Conlutas, Intersindical, Sindicato dos Bancários e Sintest/RN.

Fátima Bezerra apresentou sua reforma a assembleia legislativa do RN e vem recebendo duras críticas dos sindicalistas. Diversas categorias do serviço publico estadual tem lutado para barrar a Reforma da Previdência do RN junto ao Fórum dos Servidores e outras entidades sindicais que representam o funcionalismo público estadual. Com este objetivo foi deflagrado a Greve Geral do Funcionalismo nos dias 03 e 04 de fevereiro.

O projeto de Reforma da Previdência Estadual apresentado pelo Governo do RN ao Fórum dos Servidores no início de dezembro previa, entre outros pontos, aumento da alíquota de contribuição previdenciária para trabalhadores que recebem acima de R$5,8 mil.

A proposta indicava que o aumento seria escalonado e progressivo, variando de 11% a 18%, conforme faixa salarial do servidor. Desse modo, quem recebe de R$5.839,46 a R$10.000,00 passaria a descontar para a previdência a alíquota de 14%, quem tem um salário entre R$10.000,01 a R$20.000,00 passaria a pagar 16% e quem tem ganhos acima de R$ 20.000,01 seria taxado em 18%.

Além disso, pela proposta do Executivo, haveria taxação de 11% nos salários dos/as aposentados/as e pensionistas que recebem acima de R$1mil.

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