quinta-feira, 16 de março de 2017

Trabalhadores dizem não a reforma da previdência

SINDAGUARN.COM.BR
Secretaria de Comunicação do Sindágua/RN

Nesta quarta-feira (15), trabalhadores de várias categorias e militantes de movimentos sociais participaram, em Natal, de um ato unificado contra as reformas da Previdência e da legislação trabalhista, propostas pelo governo federal. Os manifestantes saíram em caminhada da praça Gentil Ferreira, no Alecrim, às 16h20, em direção à praça Presidente Kennedy, na Cidade Alta, onde finalizaram o protesto por volta das 18h30.

Segundo os organizadores, 10 mil pessoas participam do ato. A Polícia Militar informou que não vai divulgar estimativa do número de participantes.

Outros protestos e paralisações também foram marcados para hoje em 23 capitais e no Distrito Federal. Na capital potiguar, os ônibus municipais pararam de circular por uma hora, professores decretaram greve e servidores da Saúde mantém apenas os serviços essenciais de emergência.

A mobilização contou com a participação do Sindágua/RN. “Estamos no movimento para reafirmar somos contra este Projeto que na verdade não é uma reforma é o fim da Previdência e das aposentadorias da classe trabalhadora. Também estamos no movimento nacional contra os Programa de Parcerias de Investimento (PPI) que entrega o saneamento público ao capital especulativo penalizando a população e os trabalhadores”, afirmou o Presidente do Sindágua/RN, Ricardo André.

O projeto previdência do governo dificulta ou impede o acesso a benefícios e reduz o valor para quem conseguir recebê-los. Ainda torna a aposentadoria integral uma “utopia” uma vez que para obter a aposentadoria integral, pelas regras propostas, um trabalhador precisaria contribuir durante 49 anos, uma façanha se considerados fatores como rotatividade e informalidade no mercado de trabalho brasileiro.

A proposta também aumenta para 65 anos a idade mínima para aposentadoria – hoje é de 60 anos para os homens e de 55 para as mulheres. Esta mudança ataca especialmente as mulheres, acabando com uma conquista que visa compensar minimamente a dupla jornada: a diferenciação da idade mínima. No caso dos trabalhadores rurais, a exclusão pode ser ainda maior, uma vez que a PEC tira a expectativa de mais de 70% dos camponeses de alcançar a aposentadoria.

Em uma análise mais geral, a proposta do governo favorece o aumento da vulnerabilidade social, da pobreza e das desigualdades no país. Sem dúvidas que o projeto fragiliza a Previdência Social e estimula a difusão de sistemas privados de previdência.

Para combater a PEC, será preciso muita unidade e capacidade de articulação e pressão, diante de um Congresso francamente alinhado ao governo e às reformas, incluindo a trabalhista. A reforma está sendo discutida e, muito em breve, será votada no Congresso Nacional. Que tal ligar ou escrever para os nossos deputados federais e senadores para lembrar que a renovação de seus mandatos parlamentares em 2018 dependem do voto do povo? Eles precisam pensar bem direitinho no que vão fazer quanto a nossa aposentadoria!

DEPUTADOS FEDERAIS

ANTONIO JÁCOME
(61) 3215-5230
dep.antoniojacome@camara.gov.br

BETO ROSADO
(61) 3215-5840
dep.betorosado@camara.gov.br

FÁBIO FARIA
(61) 3215-5706
dep.fabiofaria@camara.gov.br

FELIPE MAIA
(61) 3215-5528
dep.felipemaia@camara.gov.br

RAFAEL MOTA
(61) 3215-5737
dep.rafaelmotta@camara.gov.br

ROGÉRIO MARINHO
(61) 3215-5446
dep.rogeriomarinho@camara.gov.br

WALTER ALVES
(61) 3215-5435
dep.walteralves@camara.gov.br

ZENAIDE MAIA
(61) 3215-5439
dep.zenaidemaia@camara.gov.br

SENADORES

FÁTIMA BEZERRA
(61) 3303-1777
fatima.bezerra@senadora.leg.br

GARIBALDI FILHO
(61) 3303-2371
garibaldi.alves@senador.leg.br

JOSÉ AGRIPINO
(61) 3303-2366
jose.agripino@senador.leg.br

   
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