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CUT participa dos debates
em favor do trabalho decente
A central defende a redução da
jornada de trabalho salários melhores e igualdade e
respeito no trabalho
terça-feira,
25 de outubro de 2011

A Iª Conferência Estadual de Emprego
e do Trabalho Decente foi realizada em Natal, nos dias 13
e 14 de outubro. O evento promovido pelo Cesem (Conselho Estadual
do Emprego) reuniu representantes dos trabalhadores, de governos
e dos empresários. O objetivo foi construir propostas
para o Programa Nacional do Emprego e do Trabalho Decente.
A proposta que será válida
em todo o país será definida na Conferência
Nacional do Trabalho Decente, que ocorrerá em maio
de 2012, em Brasília.
Os temas em destaque foram
- a geração de mais e melhores empregos;
- o fim do trabalho escravo e do trabalho infantil;
- o fortalecimento do diálogo entre os três atores
(trabalhadores, governos e empresários); e
- igualdade de tratamento para jovens, mulheres, população
negra e trabalhadores domésticos.

A CUT-RN participou do evento com 52 trabalhadores,
que representaram diversas categorias, entre as quais os trabalhadores
da CAERN através da direção do Sindágua/RN.
Para o presidente da CUT-RN, José Rodrigues Sobrinho,
a conferência é apenas mais um campo de luta
entre trabalhadores e empresários.
“O enfrentamento com os patrões
se dá todos os dias, não só na conferência”,
afirma o líder sindical. “O patronato quer tirar
dos trabalhadores vários direitos e nós, na
defesa das nossas bandeiras históricas, não
vamos abrir mão”.
Ele dá exemplos de direitos que os
trabalhadores lutam para conquistar: “queremos a jornada
de 40 horas sem redução dos salários;
igualdade no trabalho, para que o homem preto ganhe o mesmo
que o homem branco, e a mulher ganhe o mesmo que o homem,
quando fazem o mesmo serviço. Fim da terceirização
e da precarização; desoneração
da folha de pagamento, valorização do salário
mínimo, e tudo mais”.
Como a conferência reúne também
representantes do governo, José Rodrigues ressalta
que é preciso tomar muito cuidado “porque o patronato
geralmente tem o voto do governo estadual e aí nós
ficamos em desvantagem”.
Para avançar a luta, a estratégia
dos trabalhadores foi buscar um acordo para não colocar
em votação as diferentes posições.
“Vamos respeitar as decisões das três conferências
(Caicó, Mossoró e Natal) e levar estas posições
para a conferência nacional onde a gente espera contar
com o apoio do governo federal para construir uma relação
de trabalho mais respeitosa e decente”, conta o presidente
da CUT-RN.

Têxtil
Para o representante dos trabalhadores das indústrias
de fiação e tecelagem, José Nogueira
Pires, a conferência desenha uma mini-reforma trabalhista.
Mas o dirigente do Sinditêxtil ressalta que os trabalhadores
se precaveram. “Nós viemos preparados com propostas
decentes para o trabalhador. Os patrões querem explorar
o trabalho infantil, são contra a redução
da jornada de trabalho para 40 horas semanais. Mas nós,
da CUT, elaboramos um documento válido para todo o
Brasil com nossas propostas na defesa dos trabalhadores e
lutamos para aprovar”, afirma Nogueira.
Eletricitários
Uma oportunidade de vencer “todas as ameaças
que o neoliberalismo tenta impor aos trabalhadores”.
É assim que o eletricitário Ari dos Santos Azevedo
Filho, dirigente do SINTERN e da CUT-RN encara a Conferência
do Trabalho Decente. “O evento pauta o que há
de maior importância para os trabalhadores, como garantir
direitos já conquistados e avançar em novas
conquistas, melhorar a relação de emprego”,
afirma.
E o embate vai ser duro. “Os empresários
não querem reduzir jornada. Querem prorrogar jornadas
para terem maior lucro. Eles reclamam até da política
de valorização do salário mínimo”,
conta o dirigente sindical.
Sindágua
A direção do Sindágua foi para a conferência
defender propostas que melhorem a qualidade de vida dos trabalhadores
de água e esgoto do Rio Grande do Norte. O dirigente
do sindicato Alberto Moura destaca “a não terceirização
dos serviços, que torna a relação de
trabalho precária e insegura para o trabalhador. Nós
queremos discutir uma política de valorização
do trabalhador e de valorização da vida, de
segurança do trabalho, da saúde ambiental na
empresa”, afirma.
Previdenciários
Os previdenciários estiveram representados na conferência.
Não pela direção do Sindiprevs, mas pelo
trabalhador Eulálio Luís da Silva, que é
diretor da CUT-RN e integra a oposição à
diretoria do sindicato.
“As propostas para um trabalho decente
têm muito a ver com os previdenciários porque
os trabalhadores estão ficando doentes”, afirma
Eulálio. Ele relata que “temos vários
colegas respondendo a processos na Polícia Federal
por errarem uma ou duas vezes, mas é porque são
forçados a trabalhar 40 horas sob pressão desumana.
Então é importante discutirmos as bases para
tornarmos o trabalho mais decente”.
Telefônicos
Além dos diversos temas tratados na conferência,
o problema da terceirização é muito importante
para os trabalhadores de empresas de telefonia. “Esta
é uma questão que vimos enfrentando há
muito tempo, por isto é fundamental que seja destacada,
afirma a dirigente sindical Audinete de Araújo. Ela
participa das diretorias da Fittel e da CUT-RN.
Adriano Medeiros
(84) 9172-3858
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www.adrianomedeiros.jor.br
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