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Dezenas de organizações
discutem privatização da água em Seminário
Internacional
quinta-feira,
28 de julho de 2011
Movimentos Atingidos por Barragens,
20/07/2011 - 14:24
Iniciou nesta manhã (20), na Universidade
Federal do Rio de Janeiro, o Seminário Internacional:
Panorama político sobre estratégias de privatização
da água na América Latina. Organizado pelo Movimento
dos Atingidos por Barragens, o seminário conta com
a participação de 140 representantes de 50 entidades
vindas de 13 países. Para os organizadores do evento,
a grande representatividade de organizações
e países demonstra que este é um tema que tem
apelo popular, tendo em vista que a privatização
da água é uma realidade que atinge muitas pessoas.
Pela parte da manhã, participaram
da mesa de abertura Rubens Paolucci, do Centro de Educação
Popular Sedes Sapientiae (CEPIS), e Romulo Torres Seoane,
do Forum Solidaridad do Peru. Rubens trabalhou alguns elementos
da conjuntura econômica no cenário internacional
e explicou como as grandes empresas multinacionais estão
controlando os recursos naturais através da privatização
e transformando-os em mercadorias. Segundo ele, a dominação
dos recursos naturais pelo capital não ocorre somente
no Brasil, mas também em outros países, como
o Chile, onde 80% da água já foi privatizada.
“Estamos em guerra pelos recursos
naturais. As formas de guerra empregadas pelo capital são,
principalmente duas: uma delas é a oculta, que utiliza
o Estado para privatizar os recursos naturais. E a outra é
direta, aberta, e se da através da ocupação
do território, como ocorre no Iraque e no Afeganistão,
onde os EUA travaram guerras por petróleo, por exemplo”.
Rubens finalizou indicando que os trabalhadores e trabalhadoras
devem resgatar os recursos naturais das mãos do capital
privado. Para isso, a única forma é através
da luta e resistência dos trabalhadores e da unificação
dos países da América Latina.
Romulo Seoane, diretor executivo do Forum
Solidaridad Peru, trouxe a crítica ao acordo Brasil-Peru
firmado no governo do Alan García, que prevê
a construção de 15 usinas em solo peruano sob
concessão brasileira durante 30 anos. De acordo com
Soane, a população não foi consultada
sobre esse projeto, que inclusive atinge territórios
indígenas. Os movimentos sociais peruanos, mobilizados
contra esse projeto, estão cobrando respostas do novo
presidente peruano, Ollanta Humala.
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