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Discussão - Audiência pública sobre o plano de Saneamento Básico do Município de Mossoró está envolvida em polêmica.
Sindágua teme que o encontro seja para informar sobre a quebra de contrato de concessão de saneamento.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Foto: Adriano Medeiros
Antes mesmo de ser realizada, a audiência pública para debater o Plano de Saneamento Básico do Município de Mossoró já está envolvida em polêmica. A princípio, o encontro marcado para hoje, às 9h, na Câmara Municipal de Mossoró (CMM) visa debater os estudos e propostas para a elaboração do Plano. No entanto, os servidores da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) temem que as discussões no plenário tomem um rumo diferente do inicialmente pautado.

Para a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgotos e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Sindágua/RN), a audiência pública “é uma manobra da Prefeitura Municipal de Mossoró (PMM) para quebra de contrato de concessão de saneamento na cidade”. De acordo com o presidente do Sindicato, Alberto Moura, o Executivo já declarou o interesse de romper o contrato de concessão com a Caern.

As suspeitas foram alimentadas ainda mais pelo fato de a Prefeitura não especificar para a Caern a pauta do assunto a ser tratado na audiência. O diretor regional da Companhia, João Maria de Souza, disse que o Executivo apenas enviou o convite do encontro, mas não informou os pontos que seriam discutidos.

“Se fosse para tratar somente de questões de elaboração do Plano de Saneamento Básico do Município, a prefeitura poderia ter informado isso no convite. Por isso, que o sindicato está cogitando a possibilidade de que seja discutido sobre a rescisão do contrato com a Companhia”, justifica. Ele destaca que diante desta hipótese, a direção da Caern convocou todos os funcionários a participar da audiência. “Vamos levar nossas propostas, independente dos pontos que serão discutidos”, frisa.

Alberto Moura enfatiza que é de suma importância a participação dos servidores no debate. “Se a prefeitura está buscando meios para dispensar os serviços da Caern, temos que pressionar para evitar que isto aconteça”, dia. O diretor destaca que caso a CMM autorize a rescisão do contrato, os servidores da Companhia e a população mossoroense serão prejudicados com a medida.

Segundo ele, o contrato entre é PMM e a Caern é de R$ 500 milhões. “Se o contrato for quebrado e for feito um outro com uma outra empresa privada, quem irá arcar com os prejuízos? Certamente será a população, já que se trata de investimentos públicos”, pondera.

Além disso, esse rompimento pode refletir em demissões na Companhia, uma vez que passará a ser de uma outra empresa a responsabilidade de dar continuidade ao serviço de saneamento que está sendo feito. “sem contar com o serviço de abastecimento que também poderá acarretar inclusive, na extinção da Caern.

“Caso esse processo de rompimento de contrato com a Caern seja efetivado em Mossoró, isso pode virar uma “bola de neve”, pois a empresa privada que atuará no município pode também querer firmar contrato em outras cidades como Natal e Parnamirim. Se isso acontecer, a Companhia não terá como se manter no Estado”, prevê Alberto Moura, acrescentando que rá expor essas considerações durante a audiência.

A equipe de reportagem do O Mossoroense tentou entrar em contato com a Prefeita através do secretário municipal de comunicação, Ivanaldo Fernandes, mas não obteve êxito.

O Mossoroense
Gerais
10/12/2010

 

SINDAGUARN.COM.BR
Secretaria de Comunicação do Sindágua/RN

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