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Sindicatos potiguares
creem que data é para reflexão.
Publicação da Tribuna do Norte:
28 de Outubro de 2010 às 00:00.
segunda-feira,
08 de novembro de 2010
Hoje comemora-se, em todo o Brasil, o Dia do Servidor
Público. Para alguns servidores que atuam no RN, o
dia será de reflexão e atividades que conscientizem
a população e o próprio trabalhador sobre
sua atuação. “Hoje não é
um dia qualquer, é um dia de reflexão do papel
do servidor perante à sociedade”, afirma o presidente
do Sindicato da Administração Indireta-Sinai,
Santino Arruda, que é servidor desde 1967.
Para Arruda, o servidor só existe
porque tem o serviço público, que é algo
essencial, segundo ele, nas áreas da educação,
segurança e saúde. “O serviço público
deveria ser uma prioridade, mas não é há
muito anos. Devido a isso, o trabalhador é desprivilegiado.
Não é o servidor que se acomoda, o processo
de gestão do governo que é caduco”, reclama.
Segundo Arruda, as pessoas têm uma
imagem equivocada do servidor. “Sempre trabalhei, nunca
fiquei nem de atestado médico. Não sou de faltar”,
diz.
Para a presidente do Conselho Regional de
Administração, CRA/RN e servidora desde 1984,
Ione de Macedo Salem, a gestão pública passa
por uma reconstrução de políticas e modelos
que fazem parte de diversas iniciativas do governo e da sociedade,
com políticas voltadas para o cidadão. “A
sociedade exige uma gestão voltada para o cidadão
com uma política que vise qualidade e transparência
do serviço público, além da profissionalização
dos serviços, sem atitudes amadoras e servidores voltados
para a ética, cidadania e espírito público”,
explica.
Outro ponto levantado por Ione Salem diz
respeito aos inúmeros concursos realizados nos últimos
anos. “O novato chega com novo gás, mas se o
ambiente é acomodado, ele tende a se adaptar ao ambiente
e aos vícios do trabalho. Por outro lado, se encontra
um planejamento estratégico implantado e controlado
através de indicadores de desempenho, o serviço
será bem realizado. O governo de Minas Gerais é
um exemplo do que falo”, comenta.
De acordo com a administradora, falta de
planejamento e comprometimento dos gestores públicos
geram outros empecilhos no bom desempenho do serviço
público. “Esses dois fatores engessam nosso trabalho.
As competências do servidor têm que estar claras
e definidas para que o trabalhador saiba qual o seu papel
de fato. Mas acima de tudo, hoje há mais transparência,
trabalho em redes, participação maior da sociedade
e política sustentável independente do governante”,
comenta.
A mesma opinião tem Alberto da Silva
Moura, presidente do Sindicato dos Servidores da Caern de
Água e Esgoto e Meio Ambiente do RN, Sindagua/RN. “A
postura está mudando porque a sociedade está
cobrando mais, principalmente em serviços essenciais,
já que ela tem vários mecanismos de cobrança
e isso força o funcionário a ser o verdadeiro
servidor público”, afirma.
Como prova da boa atuação do
servidor, segundo Alberto Moura, é a apresentação
de um modelo de gestão de curto, médio e longo
prazo apresentado pela entidade na qual preside, com o objetivo
de profissionalizar a gestão. “Queremos fazer
uma gestão compartilhada. O Conselho de Administração
da empresa deve ter representação dos trabalhadores
para discutir políticas de saneamento. Os servidores
sugeriram o modelo para que haja continuidade, independente
do governante”, diz.
Entidades farão
uma mobilização no Centro
Para comemorar o Dia do Servidor Público,
sindicatos como o SindSaúde, Conlutas e Intersindical
farão mobilização na rua João
Pessoa, no Centro da Cidade, em Natal.
Segundo o servidor federal, diretor do Sindicato
dos Trabalhadores do Serviço Público Federal
e integrante da executiva da Central Sindical Conlutas, Nilvam
Rodrigues da Silva, o evento tem como objetivo a defesa do
serviço público. Na ocasião, haverá
coleta de assinaturas para um abaixo assinado contra a terceirização
na área da saúde, intervenções
dos movimentos sindicais com carro de som e panfletagem. “Faremos
a mobilização para resgatar a autoestima do
servidor que sempre é criticado. Estamos tentando defendê-lo”,
explica Nilvam Rodrigues da Silva, servidor há 23 anos.
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