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Sindágua critica
quebra de concessão de saneamento pela prefeita de
Natal.
sexta-feira,
27 de agosto de 2010
O
presidente do Sindágua/RN, Alberto Moura, diz que existem
interesses políticos na quebra de concessão
de saneamento pela Caern. Segundo ele, a prefeita Micarla
de Sousa vai gastar R$ 500 milhões de reais oferecidos
por empresas privadas para investir no saneamento da capital.
A decisão foi tomada a partir do não cumprimento
da Caern em concluir 80% do esgotamento até o final
deste ano. Diante disso, a prefeitura alegou a caducidade
do contrato de concessão com a Caern.
Na opinião de Alberto, a atitude
se configura como ‘manobra política’ e
ele relembra o que aconteceu com a Cosern tempos atrás
quando, segundo afirma, os recursos privados foram desviados
para campanha política. “O que se discute é
essa decisão em plena campanha política, já
que os recursos estão chegando agora e estão
sendo investidos e se o esgotamento não foi concluído
nesse período isso não justifica a atitude,
tomada sem nenhum amparo técnico”, diz o presidente
do Sindágua. E acrescenta que a prefeitura quer apenas
privatizar o serviço de água e esgoto sem assegurar
a garantia da conclusão do serviço, quando vai
custar e em quanto tempo será feito. “Se a prefeita
defende o meio ambiente e a qualidade de vida, porque não
provisionou recursos para as melhorias de drenagem e esgotamento
sanitário para o orçamento de 2010?”,
questiona Alberto.
Ele cita algumas obras de drenagem não
concluída, como no Passo da Pátria, Nossa Senhora
da Apresentação e na Favela do Fio, paralisadas
pela prefeitura. “A União, o Estado e a Caern
cumpriram com a sua parte, mas a prefeitura nunca cumpre a
sua”, reclama Alberto e diz que a tarifa que a Caern
cobra não é destinada ao esgotamento sanitário,
pois não seria suficiente e depende de auxílio
do governo estadual e federal.
As empresas que estão oferecendo
capital para as obras de saneamento são a Foz Brasil
e a Leonard Suz. A assessoria de imprensa da Prefeita disse
não ter conhecimento do assunto e foi indicado para
falar a respeito da quebra de concessão o procurador
do Geral do Município, Bruno Macedo. A reportagem o
procurou, mas ele pediu para ligar depois e, em seguida, seu
celular permaneceu desligado.
Jornal de Hoje
Cidades
Dia 26 de agosto de 2010
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