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Interesse financeiro
está por trás da quebra de concessão
de saneamento pela Prefeitura do Natal.
sexta-feira,
06 de agosto de 2010
A
prefeitura do Natal tem interesse financeiro para decretar
a caducidade do contrato de concessão com a CAERN.
A prefeita Micarla de Sousa visa gastar os R$ 500 milhões
oferecidos por grupos privados para investir no saneamento
da capital, sem, contudo, mostrar qualquer projeto para aplicação
destes recursos. É o que denuncia a direção
do Sindágua/RN para mostrar que a prefeita não
pensa no coletivo e sim para interesses político-eleitoreiros
para rescisão do contrato de concessão com a
CAERN.
Investimentos - “A histórica
parece se repetir. Quem não se lembra do que aconteceu
com os R$ 750 milhões oferecidos pelo um grupo privado
para a compra da COSERN? Estes recursos se foram pelo ‘ralo’
em época de campanha eleitoral”, afirma o presidente
do Sindágua/RN, Alberto Moura.
Os motivos para apresentados pela prefeita
para a tomada de decisão não tem amparo técnico
ou legal. Até 2012, a cidade estará 100% saneada.
Existem R$ 400 milhões provisionados e liberados para
a Empresa investir em esgotamento sanitário na Zona
Norte da Cidade e, assim, cumprir as metas. Para isso, a estação
do Baldo estará com 100% de sua capacidade ainda este
ano. Já foram investidos mais de R$ 1 bilhão
em saneamento na capital e no estado. Algo nada visto na história
do Rio Grande do Norte.
Desconhecimento - A prefeita demonstra desconhecer
os serviços da CAERN. Não existem serviços
fins terceirizados pela Empresa e não está previsto
um único centavo em investimento em saneamento pela
prefeitura, porém a mesma gostou R$ 3 milhões
em festas juninas e está previsto outros R$ 5 milhões
em decoração natalina. Onde está a qualidade
de vida da população e a proteção
ao meio ambiente da Capital?
Micarla não tem amparo técnico
algum para afirmar que pode cumprir as metas de saneamento
com tarifas mais baixas que as praticadas pela CAERN. A Companhia
tem a tarifa social mais baixa do Brasil. Cada usuário
social por cada 10 mil litros de água tratada paga
apenas R$ 4,35 (quatro reais e trinta e cinco centavos). Para
isso acontecer é motivado pelo subsidio cruzado no
qual Natal contribui apenas para os demais municípios
com um percentual irrisório do valor desta tarifa.
Como o município não tem capacidade
técnica nem tecnológica para gerir o sistema,
é muito provável que venha a entregá-lo
para especulação do capital privado que não
tem em contrapartida, o social. Isso também demonstra
fraude eleitoral, uma vez que, quando candidata a Prefeitura,
Micarla de Sousa não apresentou as suas intenções
neoliberais para o saneamento da Capital.
A decisão da prefeita não
tem respaldo popular e por esta razão tem se recusado
a participar de debate com a sociedade civil organizada para
discutir os rumos do saneamento do Natal. Por isso, a direção
do Sindicato, juntamente com as demais entidades sindicais
e movimentos sociais da Frente de Defesa do Saneamento Público
do Natal, vai continuar na luta contra a privatização
do sistema de tratamento de água e de esgoto da Cidade.
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