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Protesto.
Representantes do sindicato e funcionários entregaram
no documento contrario ao possível rompimento de contrato
Funcionários da Caern realizam passeata
contra privatização da empresa.
quarta-feira,
28 de julho de 2010
As centrais sindicais, federações e sindicatos
realizaram na manha de hoje (15), uma grande mobilização
contra a privatização da Companhia de Águas
e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern). A concentração
aconteceu em frente ao prédio central da companhia,
às 8h, e de lá os representantes partiram em
caminhada rumo a Câmara Municipal de Natal, com o objetivo
de entregar um documento que mostra o descumprimento d a classe
frente a essa possibilidade.
Em 2009, a mesma proposta foi feita pelos
vereadores da capital, mas foi derrotada, devido ao apoio
da maioria da população. Os manifestantes dizem
que a deficiência do saneamento não passa pela
privatização dos serviços. A solução,
segundo eles, é a aplicação adequada
dos recursos financeiros disponibilizados pelo PAC, pelo melhor
planejamento das ações e pela implantação
de instrumentos de regulação e controle social
sobre a prestação dos serviços.
De acordo com Alberto Moura, representante
dos sindicatos, "há mais de 40 anos, a Caern trabalha
no saneamento da cidade e neste período, constituiu
com muito esforço um patrimônio técnico
e tecnológico de qualidade. Essa iniciativa da prefeitura
coloca na contramão a expectativa da sociedade quanto
as possibilidade de se alcançar a universalização
do acesso aos serviços de saneamento, como o abastecimento
de água em quantidade e qualidade adequadas, coleta
e tratamento de esgoto, bem como a política de coleta
e destinação adequada dos resíduos sólidos
e de drenagem". Ainda segundo Alberto, "a privatização
aumenta as tarifas, precariza as condições de
trabalho e impõe queda na qualidade dos serviços,
pois a lógica que norteia a relação do
setor privado é o lucro".
Sergio Pinheiro lembrou ainda que a época
da assinatura do contrato de concessão, não
existiam recursos para saneamento, impossibilitando a Caem
realizar investimento na área. "Somente a partir
de 2007, com o Programa de Aceleração do Crescimento,
do governo federal, foi possível investir em saneamento,
no Brasil e no Rio Grande do Norte, possibilitando que, em
apenas três anos, a área atendida com a coleta
de esgotos sanitários em Natal saísse de 15%
para 35% da cidade beneficiada". Ele falou também
sobre as medidas que a Companhia esta tomando para melhorar
o abastecimento de água nos locais mais críticos,
instalando mais 30 mil hidrômetros, principalmente na
Zona Norte, onde o consumo por habitante e o mais alto entre
todas as áreas de Natal. Anunciou ainda que mais duas
adutoras vão entrar em funcionamento, para normalizar
o índice de nitrato em alguns bairros das zonas Sul
e Norte, além de aumentar a oferta de água na
capital.
Correio da Tarde 15/07/2010
Sindicalistas denunciam
projeto de privatização da CAERN.
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quarta-feira,
28 de julho de 2010
Trabalhadores e sindicalista realizaram um protesto na manha
de hoje contra as projetos da Prefeitura para privatização
do serviço de saneamento em Natal. Formando uma Frente
Municipal de Defesa do Saneamento Público, entidades
representativas se mobilizaram em tomo da questão e
caminharam até a Câmara Municipal em busca de
apoio dos vereadores na luta e entregar ao presidente da casa,
Dickson Nasser, um manifesto que expõe o pensamento
das integrantes da Frente.
Segundo denuncia do presidente do Sindicato
dos Trabalhadores em Água, Esgotos e Meio Ambiente
do Rio Grande do Norte (Sindágua/RN), Alberto Moura,
por três vezes a atual gestão já tentou
privatizar a empresa. O documento que foi entregue ao presidente
da Câmara conta com a assinatura de 48 entidades sindicais
e quatro centrais de trabalhadores. "Primeiro, ela (a
prefeita Micarla de Sousa) encaminhou a Câmara junto
a reforma administrativa um projeto de criação
de uma empresa municipal de saneamento, depois ameaçou
descredenciar a Caern (Companhia de Águas e Esgotos
do Rio Grande do Norte) e colocar outra empresa para fazer
o serviço. Agora sabemos que existe uma empresa privada
interessada em explorar o serviço", disse.
O protesto começou em frente ao prédio
administrativo da Caern, na avenida senador Salgado Filho,
e seguiu em carreata ate a Câmara, com objetivo de tomar
pública a questão e alertar a população.
Contando com o apoio declarado dos vereadores George Câmara,
Hermano Morais, Sargento Regina e Raniere Barbosa, a Frente
Municipal apontou os principais prejuízos para população
caso ocorra o desmonte do sistema. "A sociedade perderá
a tarifa social, haverá uma queda acentuada na qualidade
dos serviços, a diminuição nos investimento
nos serviços de saneamento e desemprego. Privatizar
e algo absurdo e inaceitável, ainda mais em pleno período
eleitoral", reforçou o presidente do Sindágua.
Outra preocupação demonstrada
pelos integrantes da Frente e a inexperiência do Município
na prestação deste serviço, o que reforçaria
a idéia do repasse para o capital especulativo. "Como
Natal não supre a sua demanda por água potável
teria que comprar este recurso essencial a vida de municípios
vizinhos. Este processo especulativo iria aumentar significativamente
as tarifas de água na cidade inviabilizando seu consumo
pela população carente", diz o manifesto.
Os próximos passos da Frente de Defesa
do Saneamento Público será conscientizar a população.
"Para isso visitaremos conselhos comunitários,
reuniremos as comunidades para mobilizar a população
e reforçar nossa luta, que e de interesse de todos",
concluiu o presidente.
Jornal de Hoje 15/07/2010
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