|
Sindicatos criam Frente
de Defesa do Saneamento.
A convite da direção do Sindicato dos
Trabalhadores em Água, Esgotos e Meio Ambiente (Sindágua/RN),
pelo menos 48 centrais sindicais, entre federações
e sindicatos, pretendem iniciar no próximo dia 15 uma
mobilização contra uma suposta ameaça
de privatização do saneamento da capital, que
estaria sendo feito pela prefeita Micarla de Sousa. A decisão
foi acertada ontem, entre as entidades sindicais, que decidiram
,formar a Frente de Defesa do Saneamento Público.
Com parte da ação, os dirigentes
irão convocar a população e movimentos
sociais para integrar a frente contra a privatização,
questionando políticos sobre qualquer medida ditatorial
contra os serviços de tratamento de água e esgotos
e elaboração e um manifesto para expor o pensamento
das integrantes da Frente.
De acordo com o presidente do Sindagua/RN,
Alberto Moura, os manifestantes se concentrarão em
frente às 8 horas, na frente da sede administrativa
da Caem, na avenida Salgado Filho, em Lagoa Nova.
Em seguida, o protesto seguirá em carreata ou caminhada
ate a prefeitura, na Cidade Alta. De lá, todos irá
a Câmara Municipal, onde farão nova concentração.
Para Alberto Moura, a prefeita esta cometendo
uma "fraude política" já que, em nenhum
momento da campanha eleitoral, mencionou sequer a intenção
de privatizar os serviços oferecidos pela Caern. “Trata-se
de uma medida imatura e irresponsável para obter recursos
financeiros, pois as eleições se aproximam.
Quando ela rompeu os compromissos, pedindo autorização
a Câmara para criar uma nova empresa de saneamento,
já estava pensando na privatização do
serviço, e, consequentemente, nas compensações",
atirou.
Segundo o presidente do Sindágua,
a Frente de Defesa contra a Privatização do
Saneamento Público do Natal repudia qualquer tentativa
de desmonte dos serviços de tratamento de água
e esgotos da cidade pela prefeitura do Natal. Caso o projeto
seja colocado em política, os efeitos serão
desastrosos para a população: queda acentuada
na qualidade dos, serviços, aumento da tarifa em todo
o estado com o fundo subsidio cruzado, retração
de investimento nos serviços de saneamento, desemprego,
entre outros.
Ainda de acordo com o Sindágua, não
se sabe ao certo quem vai operar o sistema de saneamento caso
seja decretado a caducidade do contrato de concessão
com a Caem. Contudo, adverte: como a prefeitura não
tem experiência neste tipo de serviço vai repassá-Ios
para o capital especulativo. A população carente
ficará refém da falta de investimento•em
saneamento do setor privado. Os feitos deste descaso seria
sentido na piora significativa da saúde publica e na
qualidade de vida da população. “Estamos
cumprindo todas as metas, pois já estamos prestes a
concluir a ETE do Baldo, fazer o esgotamento sanitário
do San Vale e da zona Norte da capital, pois esta previsto
o investimento de 350 milh6es de reais, através do
PAC II, do governo federal”, alegou. |