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Entidades tentam forçar
debate sobre a "privatização” da
CAERN.
COMO SEMPRE ACONTECE,
o movimento sindical aproveita o período de campanha
política para levantar suas bandeiras. Na manhã
de ontem, cerca de 20 representantes de entidades classistas
se reuniram no auditório da 'Companhia de Águas
e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) para criar a Frente
de Defesa do Saneamento Publico de Natal. Entre as lutas a
serem encampadas pela frente, segundo os organizadores do
movimento, esta a 'uma campanha contra a possível privatização
da Caern, tema que não figura entre as metas e prioridades
de nenhum candidato ao governo.
A reunião contou com a presença
de políticos e representantes de diversos movimentos
sindicais no Estado. Estavam representados o Sindicato dos
Trabalhadores em Água, Esgotos e Meio Ambiente (Sindágua/RN);
a Federação dos Trabalhadores da Indústria
(FTI); o Sindicato dos Eletricitários (Sintern); Sindicato
dos Alfaiates e Costureiros; Confederação Nacional
dos Trabalhadores da Industria (CNTI); a Central Única
dos Trabalhadores (CUT); e da Central dos Trabalhadores e
Trabalhadoras dos Brasil (CTB).
Segundo Raimundo Nonato, secretário
de comunicação do Sindágua/RN, a reunião
com as bases sindicais e uma previa para preparar o movimento
em prol da defesa da não-privatização
da Caern. "Levamos um problema nosso para os demais sindicatos,
porque temos um entrosamento maior com eles e assim poderemos
construir em conjunto urna grande corrente em defesa da Caem",
explicou.
Segundo ele, o Sindágua/RN não
defende os interesses da empresa em si, mas o bom funcionamento
dela, que mantém os empregos dos mais de 800 funcionários
apenas em Natal. "Queremos urna empresa sustentável.
Se não privatizar a empresa, teremos os empregos mantidos
e uma sociedade satisfeita”, disse. Apesar disso,o grupo
não mencionou, no evento, nenhum tipo de ação
para defender junto a Caem o melhor funcionamento da empresa.
Para o sindicalista, a prefeita Micarla de
Sousa tem buscado cancelar a concessão dada a Caem
para operar o sistema integrado de água e esgotos da
Cidade. "Essa política serve apenas para justificar
a transferência dos serviços da empresa para
a iniciativa privada”, ressaltou. Segundo ele, a preocupação
quanta a privatização do serviço de águas
e esgotos na capital culminou com a notificação
da Prefeitura, no dia 7 de junho, contra a Caern. "Esta
ação demonstra insensatez e o crime contra a
sociedade ao tentar entregar para o capital privado um produto
que e essencial a vida', disse.
Para ele, essas atitudes poderão trazer
graves conseqüências para a população
de Natal. "Com o aumento das tarifas, a falta da continuidade
dos investimentos no setor e desemprego de centenas de trabalhadores'
em todo o estado", afumou.
O deputado estadual Fernando Mineiro (PT),
candidato a reeleição, estava presente na reunião.
"A prefeitura não mostrou nem sequer um plano
de gestão, caso realmente privatize o serviço",
ressalta. Segundo ele, o ideal seria que a prefeitura começasse
a trabalhar em conjunto com a Caem. "Se fosse feito todo
um trabalho para melhorar o serviço oferecido pela
empresa, seria tudo mais calmo”, aponta.
Novo jornal, 08/07/2010
Sindicatos farão
mobilização contra "privatização"
do saneamento de Natal.
Categoria se mobiliza
após Prefeitura abrir processo contra a Caern, alegando
descumprimento de cláusulas presentes no contrato de
concessão.
Com o objetivo de informar a população sobre
a tentativa da Prefeitura de “privatizar os serviços
de saneamento e esgoto na capital”, a Frente de Defesa
do Saneamento Público do Natal, composta por integrantes
de diversas entidades sindicais, planeja uma grande mobilização
para a próxima quinta-feira (15). Na ocasião,
os trabalhadores vão percorrer a cidade, passando pela
sede administrativa da Caern, Câmara Municipal de Natal
e Palácio Felipe Camarão.
De acordo com o presidente do Sindagua, Alberto Silva, a
ação tem por finalidade, além de expor
a intenção do executivo municipal, pressionar
a prefeita Micarla de Sousa a desistir da ideia de romper
o contrato com a estatal e modificar a Lei Municipal 5.250/2001,
como forma de abrir espaço para contratação
de empresas privadas para a realização dos serviços
de esgotamento sanitário no município.
“Vamos entregar um manifesto ao presidente da Câmara,
bem como à prefeita, onde expomos nosso repúdio
a esta decisão. O documento contém inúmeras
assinaturas de pessoas, tanto técnicos quanto representantes
de movimento sociais, conselhos comunitários, etc.”,
disse Silva.
Além dos funcionários da Caern que atuam em
Natal, o protesto contará com a presença de
trabalhadores de todo o estado, que estão vindo em
caravana de diversos municípios, para “fortalecer
a luta” dos colegas da capital. “Os funcionários
dos demais municípios também estão preocupados
com a nossa situação, e com motivos.
Natal representa 50% do faturamento da empresa, se isso for
perdido, os serviços realizados nas demais cidades
vão ficar comprometidos. Será um caos total”,
afirma.
Entenda o caso
No último dia 8 de junho, o Procurador
Geral do Município de Natal, Bruno Macedo encaminhou
à Caern um ofício no qual é comunicada
a abertura de um processo administrativo para averiguar o
descumprimento de cláusulas presentes no contrato de
concessão que rege os serviços de abastecimento
de água e de esgotamento sanitário realizados
em Natal.
O processo é baseado em um estudo
feito pela Agência Reguladora de Serviços de
Saneamento Básico do Município de Natal (Arsban).
De acordo com Macedo, algumas cláusulas contratuais
foram descumpridas pela companhia estadual, fato este que
possibilita o rompimento do contrato existente entre as partes.
Entre as atribuições descumpridas
pela Caern, segundo alega a administração municipal
estão a preservação do estuário
do Rio Potengi; o compromisso com o fechamento dos buracos
abertos no asfalto pela companhia, quando em face de uma obra
subterrânea e o envio de cronogramas de suas intervenções
à Secretaria Municipal de Infraestrutura. Além
disso, as metas de tratamento de esgoto não estão
sendo cumpridas pela empresa.
A resposta da Caern à essas acusações
foi protocolada na Justiça na última segunda-feira
(5), de acordo com informações da assessoria
de imprensa do órgão. Agora, cabe à Prefeitura
analisar a defesa e determinar se as explicações
são suficientes para revogar a ações
não possibilitar a abertura de um processo de caducidade
ao processo.
Nominuto.com, 9/7/2010
Trabalhadores decidem
fazer mobilização no dia 15.
Entidades sindicais e de trabalhadores farão
um mobilização em Natal, no próximo dia
15 de julho, contra o que consideram uma intenção
da prefeitura de privatizar o sistema de saneamento básico
do município. “Vamos divulgar um manifesto e
fazer uma carreata até à prefeitura para protestar
contra uma possível quebra de contrato com a Caern”,
diz o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água,
Esgoto e Meio Ambiente, do Rio Grande do Norte (Sindágua/RN-RN),
Alberto da Silva Moura.
Dirigentes de 43 sindicatos e de quatro centrais
sindicais reuniram-se ontem de manhã, formalizando
uma frente intersindical para sair em defesa do sistema público
de saneamento, inclusive deliberando ações conjuntas
de enfrentamento desta ameaça contra a sociedade. Alberto
Moura disse que o primeiro sinal do interesse da prefeita
Micarla de Sousa (PV) em privatizar o sistema de esgotamento
sanitário, ocorreu em 2009, quando se descobriu a existência
de uma minuta de projeto de lei, que previa a abertura de
licitação pública para a concessão
dos serviços de águas e esgotos na Zona Norte
de Natal.
O presidente do Sindágua/RN diz que
a alegação de caducidade da concessão
é uma desculpa para o rompimento do contrato firmado
em 30 de abril de 2002 e que recebeu um aditivo em 17 de outubro
de 2006, que concede à Companhia de Águas e
Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), uma empresa de economia
mista, cujo acionista majoritário é o Estado,
o direito de gerir o sistema de saneamento básico de
Natal por 25 anos.
Para Moura “o terrorismo destas ações
culminou com a notificação da Prefeitura do
Natal datada do dia 7 de junho de 2010 contra a CAERN”,
sob a argumentação, entre outras coisas, que
a empresa não vem cumprindo cláusulas do contrato,
como coletar e tratar 80% dos esgotos gerados na cidade.
Na opinião de Moura, a entrada em
funcionamento da Estação de Tratamento de Esgoto
(ETE) do Baldo vai atender às exigências da prefeitura,
bem como começará o processo de despoluição
do rio Potengi, que deixará de receber o esgoto in
natura. Segundo Moura, o processo aberto contra a Caern “é
uma ação que demonstra a insensatez e o crime
contra a sociedade ao tentar entregar para o capital privado
um produto que é essencial à vida”.
O dirigente sindical diz que uma eventual
privatização do sistema municipal de saneamento
básico, trará graves consequências, como
o encarecimento da tarifa de água e até o fim
da tarifa social, que em Natal é a segunda mais baixa
do país, no valor de R$ 4,50 pelo consumo de até
10 mil litros de água e atrás apenas de Minas
Gerais, onde a tarifa social custa R$ 3,95.
Tribuna do Norte, 8/7/2010
Sindicato cria frente
contra privatização do saneamento público
em Natal.
Categoria se mobiliza após Prefeitura abrir
processo contra a caern, alegando descumprimento de cláusulas
presentes no contrato de concessão.
A ameaça do rompimento do contrato de concessão
da Caern com o Município, sugerida pela Prefeitura
de Natal, fez com que os funcionários da empresa estatal
organizassem uma assembleia para a criação da
Frente Contra a Privatização do Saneamento Público
do Natal, na manhã desta quarta-feira (7).
Na ocasião, o Sindágua/RN convocou diversos
representantes de entidades sindicais para explicar detalhes
da situação e, segundo o observa o secretário
de comunicação do órgão, Raimundo
Nonato, “ajudar a fortalecer a luta contra a privatização
dos serviços de saneamento na cidade”.
De acordo com Nonato, o documento enviado pela Prefeitura,
através da Procuradoria Geral do Município (PGM),
à Caern, no qual é especificado o descumprimento
de diversas cláusulas do contrato de concessão
que rege as ações da empresa na capital potiguar,
não pode ser levado em consideração.
“Os problemas especificados no documento, que eram referentes
às ações da Caern até o ano de
2008 já foram sanados pela empresa. Desde lá,
a companhia realizou, inclusive, investimentos na área
de Natal que foram maiores do que os previstos no contrato”,
disse.
Um dos objetivos da criação da Frente, explica
Nonato, é sensibilizar a administração
municipal quanto o futuro dos trabalhadores da Caern caso
a exclusividade contratual que a empresa dispõe seja
extinta da Lei Municipal 5.250/2001, que rege o contrato de
concessão.
“Atualmente, a companhia emprega 800 funcionários
em Natal. Se eles perderem o emprego, muitas famílias
ficarão desamparadas. Será um caos social”,
disse.
Para ele, a Prefeitura não dispõe de razões
concretas para o rompimento do contrato, senão a priorização
de empresas privadas, que poderão adquirir toda a demanda
da empresa do governo.
“Entendemos que a Caern já errou em alguns momentos,
mas, atualmente, a empresa está trabalhando em cima
de um plano de reestruturação que prevê,
entre outras coisas, a melhoria dos serviços prestados
à comunidade. A interrupção desta parceria
só pode obedecer a um interesse, que é o de
beneficiar as empresas privadas, até porque a administração
municipal não possui empresas capacitadas para realizar
os serviços de saneamento”, salientou.
Segundo o sindicalista, os trabalhadores da Caern já
procuraram a prefeita Micarla de Sousa na tentativa de obter
uma audiência para discutir o assunto, entretanto, a
tentativa não foi bem sucedida. “Já realizamos
atos públicos em frente ao gabinete da prefeita, mas,
mesmo assim, não conseguimos”.
Em sua opinião, a criação da Frente
vai possibilitar a concretização deste diálogo,
uma vez que, com a sociedade ciente do assunto, haverá
maior pressão para o executivo municipal explicar as
razões pelas quais deseja revogar a exclusividade da
Caern.
O interesse da Prefeitura em “privatizar” os
serviços de abastecimento de água e de esgotamento
sanitário, segundo informa Nonato, já é
conhecido do Sindágua/RN desde o ano passado. “Micarla
tencionava e tentou tirar a concessão da Caern na Zona
Norte de Natal, junto à Câmara Municipal. O projeto
só não foi para frente porque nós conseguimos
abortá-lo”, disse o sindicalista.
Histórico
No último dia 8 de junho, o Procurador Geral do Município
de Natal, Bruno Macedo encaminhou à Caern um ofício
no qual é comunicada a abertura de um processo administrativo
para averiguar o descumprimento de cláusulas presentes
no contrato de concessão que rege os serviços
de abastecimento de água e de esgotamento sanitário
realizados em Natal.
O processo é baseado em um estudo feito pela Agência
Reguladora de Serviços de Saneamento Básico
do Município de Natal (Arsban). De acordo com Macedo,
algumas cláusulas contratuais foram descumpridas pela
companhia estadual, fato este que possibilita o rompimento
do contrato existente entre as partes.
Entre as atribuições descumpridas pela Caern
estão a preservação do estuário
do Rio Potengi; o compromisso com o fechamento dos buracos
abertos no asfalto pela companhia, quando em face de uma obra
subterrânea e o envio de cronogramas de suas intervenções
à Secretaria Municipal de Infraestrutura. Além
disso, as metas de tratamento de esgoto não estão
sendo cumpridas pela empresa.
A resposta da Caern à essas acusações
foi protocolada na Justiça na última segunda-feira
(5), de acordo com informações da assessoria
de imprensa do órgão. Agora, cabe à Prefeitura
analisar a defesa e determinar se as explicações
são suficientes para revogar a ações
não possibilitar a abertura de um processo de caducidade
ao processo.
Nominuto.com, 7/7/2010
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