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Prefeitura do Natal quer
cancelar contrato com CAERN.
segunda-feira,
24 de maio de 2010
A
Prefeitura de Natal instaurou, nessa sexta-feira, processo
administrativo contra a Companhia de Águas e Esgotos
do Rio Grande do Norte (Caern). O processo tem o objetivo
de avaliar o descumprimento de cláusulas do contrato,
especialmente referente ao saneamento básico no município.
Após ser notificada formalmente, a Caern terá
20 dias para se defender das acusações.
Segundo o secretário Municipal de
Meio Ambiente e Urbanismo, Olegário Passos, 99,83%
dos imóveis localizados em Natal têm ligação
de água da Caern. O secretário afirmou que Natal
não tem 30% de saneamento básico como foi amplamente
divulgado nos últimos anos, mas sim, apenas 12%. A
diferença, de acordo com Olegário, é
que dos 30% é feita apenas a coleta o que não
se configuraria como saneamento completo. Por isso, apenas
12% da cidade seria verdadeiramente saneada com coleta e tratamento
dos dejetos.
Caso a prefeitura opte mesmo pelo cancelamento
do contrato com a Caern, o secretário afirma que o
poder executivo teria que fazer uma contratação
de emergência ou abrir um processo licitatório
para a distribuição de água e tratamento
do esgoto. "Na minha opinião acho que o mais correto
seria mesmo a licitação para fazer tudo de forma
transparente", avalia. A assessoria de imprensa da Caern
informou que o órgão ainda não foi notificado
e que só irá se pronunciar após ter conhecimento
do teor das acusações feitas pela prefeitura.
O procurador do município, Bruno Macedo, informou que
a Caern deverá receber a notificação
formal nos próximos dias.
Desde dezembro do ano passado, a prefeitura
estuda a possibilidade de buscar na Justiça a caducidade
(cancelamento) do contrato com a Caern. Inicialmente, a prefeitura
aguardava manifestação da Agência Reguladora
de Serviços de Saneamento Básico do Município
de Natal (Arsban) e do Conselho Municipal de Saneamento sobre
a minuta de projeto de lei que autoriza a subconcessão
dos serviços de água e esgotos da Zona Norte
para avaliar a probabilidade de entrar na justiça pedindo
o cancelamento.
O procurador do município, Bruno Macedo,
disse à época que se a prefeita Micarla de Sousa
optasse pela subconcessão, a Caern deveria fazer um
contrato com a iniciativa privada para a oferta dos serviços
na Zona Norte. O Sindágua/RN foi contrário a
essa possibilidade classificando a decisão de precipitada,
insensata e com características de um golpe.
Erta Souza, do Diário de Natal |