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Crescimento não
diminui as diferenças entre homens e mulheres no mercado
de trabalho.
terça-feira,
09 de março de 2010 - 09h13
O crescimento econômico que marcou 2008 permitiu que,
de maneira geral, as taxas de desemprego caíssem no
conjunto de regiões que compõem o Sistema PED,
mas não contribuiu para a redução das
desigualdades entre homens e mulheres, no que se refere ao
desemprego, à ocupação e aos rendimentos.
Taxa de participação
- Após interromper movimento de expansão
entre 2005 e 2007, a taxa de participação das
mulheres na Região Metropolitana de São Paulo
voltou a crescer, ao atingir 56,4%, em 2008, diante dos 55,1%
no ano anterior. Entre os homens, também houve aumento,
embora com menor intensidade (de 71,4% para 72,0%).
Também na Região Metropolitana de Recife, após
ter apresentado estabilidade entre 2006 e 2007, a taxa de
participação das mulheres cresceu, passando
de 42,8%, em 2007, para 44,5%, em 2008, a maior de toda a
série pesquisada. Entre os homens, verificou-se crescimento
menos intenso que o observado para as mulheres (de 61,6% para
63,4%).
Na Região Metropolitana de Porto Alegre, a taxa de
participação das mulheres no mercado de trabalho
também foi a mais alta taxa da série, passando
de 49,0%, em 2007, para 51,4%, em 2008, crescimento de 4,9%.
Entre os homens, o crescimento foi menor (1,7%), de 65,8%
para 66,9%.
O Distrito Federal também registrou aumento da participação
feminina no mercado de trabalho, entre 2007 e 2008, que passou
de 59,4% para 60,2%. Entre os homens, a taxa manteve-se praticamente
estável, assinalando, em 2008, o percentual de 71,4%.
Na regiões metropolitanas de Belo Horizonte e de Salvador,
a participação feminina no mercado de trabalho
se reduziu, passando de 54,1%, para 53,5%, e de 55,2%, em
2007, para 54,2%, respectivamente.
Desemprego - Na Região
Metropolitana de SP, a taxa de desemprego total diminuiu pelo
quinto ano consecutivo. Entre as mulheres, passou de 17,8%,
em 2007, para 16,5%, em 2008. Entre os homens, decresceu com
maior intensidade, tal como nos três anos anteriores,
chegando a 10,7%.
Em Recife, o movimento foi semelhante, ou seja, o desemprego
feminino apresentou redução pelo quinto ano
consecutivo, passando de 23,1%, em 2007, para 22,9%, em 2008,
o menor patamar da série. Entre os homens, após
um período de declínio nos três anos anteriores,
a taxa de desemprego ficou estável em 16,9%, em 2008.
A taxa de desemprego total feminina na Região Metropolitana
de Porto Alegre teve expressiva redução, ao
passar de 16,0%, em 2007, para 13,9%, em 2008, a menor dos
últimos 13 anos. A masculina decresceu numa proporção
ligeiramente superior e ficou em 8,8%.
O Distrito Federal também tem apresentado redução
das taxas de desemprego. Entre 2007 e 2008, a taxa caiu de
17,7% para 16,6%. Para as mulheres, a taxa assinalou a mesma
tendência, caindo para 19,8% em 2008.
Em Belo Horizonte, pelo quinto ano, o levantamento mostrou
queda no desemprego feminino. A taxa de desemprego retraiu-se
em 20,1% entre as mulheres, ao passar de 15,9%, em 2007, para
12,7%, em 2008, enquanto entre os homens a queda foi de 19,1%.
Em Salvador, a taxa de desemprego total feminina diminuiu
também pelo quinto ano consecutivo, ao passar de 25,3%,
em 2007, para 24,1%, em 2008. Durante o mesmo período,
a taxa da população masculina também
decresceu, porém em proporções mais intensas,
chegando a 16,5% no último ano.
Rendimento - Em 2008, em
todas as localidades pesquisadas, o rendimento hora das mulheres
foi inferior ao dos homens, como ocorria também em
2007. O menor foi verificado em Recife (R$ 3,44), região
em que os homens recebiam R$ 4,20 por hora trabalhada; e o
maior no DF, onde a mão-de-obra feminina recebia R$
8,36 por hora trabalhada e a masculina, R$ 10,93.
Relação
família e trabalho na perspectiva de gênero:
a inserção de chefes e cônjuges no mercado
de trabalho
Todas as regiões onde o Sistema PED
realiza a Pesquisa de Emprego e Desemprego elaboraram uma
análise que procura verificar se há diferenças
nas condições que as mulheres enfrentam no mercado
de trabalho caso tenham ou não companheiro e/ou filhos.
As maiores dificuldades são enfrentadas
pelas mulheres chefes de família com filhos, sem cônjuge.
Sua taxa de desemprego é, em geral, inferior do que
a das mulheres cônjuges com ou sem filhos. Esta situação
fica clara nas regiões metropolitanas de Porto Alegre
(taxa de desemprego de 11,2%), São Paulo (11,8%); Belo
Horizonte (10,2%), Salvador (18,1%) e Distrito Federal (12,7%)
onde as taxas de desemprego são menores para as mulheres
chefes. Em Recife, a taxa de 18,2% é igual a apurada
para cônjuges com filhos. No entanto, em geral, esta
mulher ocupa postos de trabalho com menor remuneração
e mais vulneráveis. Dentre as regiões pesquisadas,
apenas em Salvador o rendimento médio real por hora
destas mulheres (R$ 4,93) tem valor equivalente ao das cônjuges
em casal sem filhos, mas ambos são maiores que o das
mulheres que tem filhos e um companheiro. Nas demais, o patamar
de vencimentos é sempre inferior. Em todas as regiões,
as mulheres que moram sozinhas têm o maior rendimento
hora. |