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8 de Março: Dia
Internacional da Mulher.
Por um mundo mais justo e igualitário.
segunda-feira,
08 de de março de 2010 - 08h43
A
comemoração do Dia Internacional da Mulher é
uma das datas mais significativas no mundo contemporâneo,
pois representa a luta de gerações na busca
de um mundo mais fraterno e igualitário. Como podemos
esquecer as operárias americanas do final do século
XIX? Exploradas ao extremo em sua jornada de trabalho, foram
vítimas de um incêndio criminoso dentro de uma
fábrica após a invasão trágica
das forças de repressão. É impossível
também deixar de recordar a bravura de centenas de
brasileiras que lutaram nos anos 20 e 30 pelo direito ao voto.
Poderíamos citar grandes exemplos, como: Rosa de Luxemburgo,
Anita Garibaldi, Olga Benário, dentre tantas outras
que são referência na luta por uma sociedade
mais justa e fraterna.
Hoje, ao analisarmos a atual conjuntura não
se pode negar que aconteceram avanços expressivos na
participação feminina em todos os setores da
sociedade brasileira. Dados do IBGE confirmam a expansão
das atividades profissionais da mulher, entretanto, existe
um abismo enorme a ser eliminado em alguns segmentos, principalmente
o que trata da desigualdade de salários e oportunidades.
De acordo com dados da Internacional de Serviços
Públicos (ISP) as mulheres constituem 51% da população
brasileira, 47% da população economicamente
ativa e são as principais ou às vezes únicas
responsáveis pelo sustento das famílias brasileiras.
No entanto, elas ainda se concentram nas faixas de rendimentos
inferiores, mesmo quando em condições iguais
de escolaridade. O certo é que 50 anos depois da edição
da convenção n.º 100 da Organização
Internacional do Trabalho (OIT), nenhum país alcançou
eqüidade salarial, e as mulheres recebem cerca de 50
a 80% do salário dos homens.
A FNU entende e defende que ações
afirmativas de equidade devam ser colocadas em prática
dentro das empresas. Assim como, nas estruturas governamentais,
que já possui uma secretaria especial para mulher,
mas que ainda precisa avançar muito nas políticas
públicas, tendo como referência a Lei Maria da
Penha, um símbolo contra todo tipo de violência.
O Dia Internacional da Mulher é uma
data a ser festejada, mas também serve para uma profunda
reflexão dos caminhos até então trilhados
e os que ainda precisam ser consolidados. Parabéns
e saudações urbanitárias a todas as mulheres:
do campo, da cidade, a mãe, a jovem e a idosa. |