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Matérias da luta sindical contra a prefeitura de mossoró.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009 - 08h00

Prefeitura de Mossoró: a direção do Sindágua/RN encampa luta contra a rescisão do contrato com a CAERN
Tribuna do Norte – Dia 04/11/09

No Dia 29 de outubro de 2009, a Prefeita de Mossoró, Fafá Rosado (DEM), enviou ofício informando que decidiu rescindir o contrato de concessão com a CAERN. Essa atitude surpreendeu todos os funcionários da Empresa, tendo em vista que já tinha sido feito por parte da Companhia e da Prefeitura um termo de prorrogação do contrato até dezembro de 2010 (ocasião prevista para que todas as obras de saneamento fossem executadas no município).

Tudo caminhava para que a CAERN cumprisse o contrato de concessão com o município, uma vez que os investimentos acordados estavam contratualmente cumpridos. Para a direção do Sindágua/RN a atitude da prefeita não tem explicação. Estão liberados R$ 200 milhões de reais para a construção da adutora do médio oeste, construção de reservatórios, mudança de toda a rede de abastecimento para PVC e investimentos na área de saneamento sanitário atendendo em 80% de área saneada em Mossoró pela a CAERN. Estes recursos resolvem o problema de abastecimento de água de Mossoró e assim cumprindo o contrato acordado com o Município.

Esta questão não deve ser tratada fazendo politicagem. Não podemos permitir que a população de Mossoró e de todo o Estado sejam prejudica com desemprego, aumento de tarifas, queda acentuada na qualidade dos serviços oferecidos para a população e depreciação dos investimentos na área de saneamento. Os trabalhadores não vão deixar que a CAERN venha a ser privatizada por motivos políticos.

A direção do Sindágua/RN realizou hoje, dia 4 de novembro de 2009, um grande ato público em frente ao prédio da administração da CAERN em Mossoró. O sindicato envolveu os funcionários da Empresa seus familiares e a população em geral pela defesa do emprego e dos investimentos da Companhia no município.

Qualquer atitude política imatura ou precipitada de um governante que provoque graves conseqüências socioeconômicas e de saúde pública para seu município acarretará, danos irreparáveis no futuro político daquele que a provocou.


Rescisão com Caern pode comprometer adutora em Mossoró.
Nominuto.com/BR - Esporte Brasil Notícias – 04/11/09


A prefeita Fafá Rosado (DEM) recomendou que os R$ 119 milhões do PAC Saneamento referentes à construção da obra não sejam contratados.

A decisão da prefeita de Mossoró, Fafá Rosado (DEM), de iniciar processo de rescisão de contrato com a Caern pode ter como consequencia imediata a perda dos recursos para construção da adutora do município.

No Diário Oficial do Município do dia 30 de setembro, a prefeitura determina que a empresa tome as medidas necessárias para que o empréstimo relativo ao PAC-Saneamento não seja contratado.

O Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) do Governo Federal destinou R$ 119 milhões para a adutora de Mossoró, o que representa pouco mais da metade do custo total da obra, R$ 230 milhões.

A adutora tem o objetivo de resolver o problema de abastecimento de água em Mossoró e cidades circunvizinhas.

Para a secretária de Desenvolvimento Territorial e Ambiental do município, Kátia Pinto, a notificação da Caern não significa que a prefeitura vá anular o contrato.

Isso é só o início de um processo administrativo. É uma medida de precaução. A prefeitura encomendou um estudo da Fundação Getúlio Vargas sobre a situação do serviço de água e esgotos da cidade que deve ser entregue até dezembro.

Kátia Pinto não quis comentar sobre o PAC. O Nominuto.com procurou Fafá Rosado (DEM) para comentar o assunto, mas o celular dela está desligado. A prefeita cumpre agenda oficial em Brasília.

Histórico A prefeitura de Mossoró resolveu notificar a Caern em 30 de setembro alegando que a empresa não estava cumprindo cláusulas do contrato como universalização do abastecimento de água e coleta e tratamento do esgoto de 80% da população no sexto ano de contrato.

O contrato foi estabelecido em 2005 e teria vigência por mais 15 anos. Ainda de acordo com a notificação, publicada no Diário Oficial, mesmo que o 6º ano do contrato ainda não tenha sido completado, as dúvidas não existem no sentido de que a Caern não cumprirá as metas legais e contratuais que lhe foram impostas... o atendimento de tais metas não ocorrerá como que em um passe de mágica quando completado o 6º (sexto).

A Caern só se manifestará oficialmente em 10 de novembro, quando se encerra o prazo estabelecido pela prefeitura para que ela apresente uma defesa.

De acordo com a assessoria de imprensa da empresa, a Caern reconhece que há problemas de abastecimentos em Mossoró, mas estão sendo realizados investimentos em consideráveis para resolver o problema de abastecimento da cidade.

Para o Sindicato dos servidores da Caern (Sindágua), os motivos de Fafá Rosado são políticos. Ela estaria interessada em oferecer o serviço à Odebrecht em troca de doações para financiamento da campanha do DEM em 2010.


Sindiágua faz mobilização contra rescisão de contrato.
Gazeta do Oeste – Dia 04/11/2009

Funcionários de todos os setores da Companhia de Água e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN) realizam hoje ato público em frente à unidade central da companhia, a partir das 7h30, contra o anúncio da Prefeitura de Mossoró de rescisão do contrato de concessão de serviço de água e esgoto na cidade.

De acordo com assessoria de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores de Água e Esgoto do Meio Ambiente do RN (SINDIAGUA/RN), a mobilização, que segue até às 9h30, contará com a participação de cerca de 300 profissionais da empresa.

"O Sindicato está encampando luta para que não aconteça a quebra de contrato entre a PMM e Caern para a oferta do serviço e na rede de esgoto em Mossoró, pois o sindicato acredita que com a rescisão haverá maior tarifa, desemprego e comprometimento dos serviços", informou assessoria.

Alberto Moura, presidente do Sindágua, informa que o sindicato recebeu a notícia da quebra do contrato com preocupação. "Foi uma tomada de decisão impensada e isso nos preocupa bastante, pois analisamos a atitude da PMM como política, já que a prefeita esteve em Natal assinando um documento de ampliação da rede até dezembro. E entendemos por trás da decisão também há interesses", declarou.

O sindicalista informa os principais investimentos que a Caern realizará na cidade nos próximos anos: 200 mil reais para construção de nova adutora; perfuração de dois poços de grande profundidade pela Petrobras; mudança de toda a rede de amianto para PVC; construção de oito reservatórios; e obras de saneamento básico que permitirão que até 2011 Mossoró esteja 80% saneada.

Após expor os investimentos que a companhia realizará na cidade, o presidente do Sindiágua questionou se a Prefeitura irá repô-los. "E o patrimônio que foi investido na cidade? E a tarifa social propiciada para as famílias carentes será mantida? Quem vai arcar com os prejuízos da rescisão", questiona Alberto.


Servidores reivindicam.
Jornal de Fato – Dia 04/11/2009.


Mais de 150 servidores da Companhia de Águas e Esgotos de Mossoró e da região se organizaram ontem durante ato público em frente à caixa d'água da empresa, para reivindicar a cerca da decisão da Prefeitura de Mossoró de rescindir contrato de concessão de serviço com a empresa.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores em Águas, Esgotos e Meio Ambiente do RN (SINDÁGUAS), Alberto Moura, a decisão da Prefeitura de Mossoró tem um teor político. "Não é justo que os trabalhadores sejam prejudicados com essa atitude", diz ele.

A Caern foi surpreendida mais uma vez com a informação de que a Prefeitura de Natal, por meio da Procuradoria Geral do Município, também estaria avaliando o contrato de concessão celebrado com a companhia e que, também, poderá pedir a decretação da caducidade dele.


Trabalhadores da Caern temem fim do contrato em Mossoró.
Nominuto.com - Roberto Guedes – Dia 05/11/09

Funcionários da Companhia de Águas e Esgotos (Caern) acordaram mais cedo do que a governadora Wilma de Faria e os dirigentes da empresa em relação à ameaça que paira sobre esta de perder o contrato de concessão dos serviços de captação, purificação e distribuição de água e coleta e processamento de esgotos em Mossoró. Como a coluna informou na semana passada, a prefeita Maria de Fátima Rosado comunicou à direção da Caern sua decisão de denunciar o acordo, afastando a empresa do monopólio que exerce ali.

A pedido dos funcionários da empresa, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgotos e Meio Ambiente, no Estado do Rio Grande do Norte (Sindágua), Alberto Moura, entrou em campo, nesta quarta-feira, 4, promovendo um ato público em frente à sede da Caerm em Mossoró. Para isto, ele envolveu os funcionários da empresa seus familiares e outros segmentos da população local pela defesa do emprego e dos investimentos da companhia no município.

Paralelamente, em nota encaminhada à imprensa, disse que "qualquer atitude política imatura ou precipitada de um governante que provoque graves conseqüências sócio-econômicas e de saúde pública para seu município acarretará, danos irreparáveis no futuro político daquele que a provocou".

O Sindágua não esconde o fato de defender os empregos de seus filiados. Fafá Rosado, por sua vez, pode estar honestamente advogando os interesses dos munícipes, que não têm motivos para esperar indefinidamente que a governadora Wilma de Faria faça a Caern funcionar em Mossoró.

Os cabeças do Sindágua pensam, também, que o exemplo de Fafá pode subitamente fazer escola junto a outros prefeitos potiguares. Se a natalense Micarla de Souza o adotar, estará decretado o fim da Caern.


Rompimento: Mossoró pode pagar multa de R$ 700 milhões a Caern.
Nominuto.com – Dia 05/11/2009.

Avaliação do patrimônio da Caern no município chega aos R$ 480 milhões. Sindicato dos trabalhadores da Água fala em decisão política.

A Prefeitura de Mossoró pode pagar multa pela rescisão do contrato com a Companhia de Água e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) na ordem de R$ 500 milhões. A informação foi dada pelo vice-governador e secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Iberê Ferreira de Souza (PSB), que foi até o município fazer um apelo à prefeita Fafá Rosado (DEM) para que mantenha a concessão da companhia. A intenção é não perder os recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no valor de R$ 230 milhões.

Segundo o vice-governador, caso a Prefeitura insista na quebra do contrato, o patrimônio da Caern, avaliado em R$ 480 milhões, somados à verba destinada para a adutora, deverá ser pago à concessionária. O montante pode passar dos R$ 700 milhões.

O pedido de Iberê partiu da publicação do Diário Oficial do Município do dia 30 de outubro, no qual foi determinada que a Caern “tome as medidas necessárias para que o empréstimo relativo ao PAC -Saneamento não seja contratado”.

A determinação da prefeita faz com que a adutora de Mossoró, obra para a qual o PAC destinou R$ 110 milhões, não seja mais executada. Além da adutora, Mossoró também perderia mais R$ 120 milhões para a troca de tubulação, construção de cinco reservatórios e perfuração de dois poços.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgotos e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Sindágua), Alberto Moura, disse que tanto o rompimento do contrato em Mossoró, como essa possibilidade em Natal é resultado de uma decisão política. “ É só ver de quem são as prefeituras”.

“Eu não quero acreditar que por motivos políticos Mossoró ira perder esses benefícios”, respondeu Iberê quando questionado se a decisão era meramente política.

Empregos
De acordo com Alberto Mouro, Mossoró tem 230 trabalhadores da Caern e Natal 988. A quebra de contrato pode deixar parte desses servidores sem emprego. Ele também teme a privatização, tanto pela qualidade, como pelas demissões. “E esse patrimônio que foi construído pela Caern, quem chegar vai fazer outro? Quanto tempo vão gastar para construir tudo?”, questiona.

O vice-governador do Estado disse que já providenciou um grupo de advogados para defender a Caern.


Iberê: “Não mediremos esforços na consolidação da Adutora de Mossoró”
Tribuna do Norte – Dia 05/11/09

O vice-governador e secretário de Estado de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Iberê Ferreira de Souza, convocou a imprensa de Mossoró, na tarde desta sexta-feira (06), para esclarecer as implicações das últimas medidas adotadas pela Prefeitura da cidade, que solicitou o cancelamento dos serviços da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) e recomendou ainda que se desfaça um convênio, no valor de R$ 230 milhões, já firmado com o Governo Federal, através do PAC Saneamento, para executar a Adutora de Mossoró.

Durante a coletiva, o vice-governador alertou para o fato de que caso o empréstimo do PAC não seja assinado até dezembro, o Rio Grande do Norte perderá os recursos do Governo Federal. “A luta pela adutora é de todos, por isso convoco a ajuda da população, da classe política e da imprensa para que esse investimento chegue a Mossoró. O Governo do Estado irá às últimas consequências para viabilizar a adutora Mossoró”, disse.

Ele apresentou ainda um vídeo explicativo sobre os benefícios da Adutora de Mossoró e explicou que estudos realizados por técnicos da Secretaria de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos e da própria Caern preveem um colapso de água em Mossoró já em 2014.

A adutora de Mossoró terá 92 quilômetros de extensão e 600 milímetros de diâmetro, sendo implantada a partir da barragem de Santa Cruz e elevando em 60% a atual oferta de água na cidade. Além de Mossoró, a obra vai beneficiar os municípios de Apodi, Felipe Guerra, Governador Dix-Sept Rosado e diversas comunidades rurais. Estima-se que a população atendida até o final do projeto será de 320 mil habitantes.

Ao lado do presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Água, Esgoto e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte, (Sindágua), Alberto Moura, o vice-governador explicou que um dos principais problemas do abastecimento em Mossoró é o alto índice de calcário presente nas águas que emergem a uma temperatura de 55°C nos poços. Este fator é o causador da obstrução dos canos da cidade. Há um estudo da Caern que avalia a possibilidade de esfriar a água assim que esta sai do poço. Com temperaturas mais baixas, o mineral se precipitaria e não obstruiria os canos.

As obras previstas para a cidade incluem uma estação de tratamento de água, um reservatório e a rede redistribuidora. Também está incluída aí a perfuração de três poços profundos para aumentar o fornecimento de água. "Nós não vamos ficar esperando somente adutora de Mossoró. Estamos agindo, mas ela vai ser, no final das contas, a solução de tudo”, finalizou.

Estiveram presentes na coletiva desta sexta a deputada federal Sandra Rosado, os veradores Lahyre Rosado, Daniel Gomes, Genivan Vale, Jório Nogueira, e representantes dos funcionários da Caern.


Convênio para implantação da adutora de Mossoró deve ser assinado até o fim deste ano.
Assessoria de imprensa do Governo do Estado do Rio Grande do Norte – Dia 06/11/2009.

O vice-governador e secretário de Estado de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Iberê Ferreira de Souza, convocou a imprensa de Mossoró, na tarde desta sexta-feira (06), para esclarecer as implicações das últimas medidas adotadas pela Prefeitura da cidade, que solicitou o cancelamento dos serviços da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) e recomendou ainda que se desfaça um convênio, no valor de R$ 230 milhões, já firmado com o Governo Federal, através do PAC Saneamento, para executar a Adutora de Mossoró.

Durante a coletiva, o vice-governador alertou para o fato de que caso o empréstimo do PAC não seja assinado até dezembro, o Rio Grande do Norte perderá os recursos do Governo Federal. "A luta pela adutora é de todos, por isso convoco a ajuda da população, da classe política e da imprensa para que esse investimento chegue a Mossoró. O Governo do Estado irá às últimas consequências para viabilizar a adutora Mossoró", disse.

Ele apresentou ainda um vídeo explicativo sobre os benefícios da Adutora de Mossoró e explicou que estudos realizados por técnicos da Secretaria de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos e da própria Caern preveem um colapso de água em Mossoró já em 2014.

A adutora de Mossoró terá 92 quilômetros de extensão e 600 milímetros de diâmetro, sendo implantada a partir da barragem de Santa Cruz e elevando em 60% a atual oferta de água na cidade. Além de Mossoró, a obra vai beneficiar os municípios de Apodi, Felipe Guerra, Governador Dix-Sept Rosado e diversas comunidades rurais. Estima-se que a população atendida até o final do projeto será de 320 mil habitantes.

Ao lado do presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Água, Esgoto e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte, (Sindágua), Alberto Moura, o vice-governador explicou que um dos principais problemas do abastecimento em Mossoró é o alto índice de calcário presente nas águas que emergem a uma temperatura de 55°C nos poços. Este fator é o causador da obstrução dos canos da cidade. Há um estudo da Caern que avalia a possibilidade de esfriar a água assim que esta sai do poço. Com temperaturas mais baixas, o mineral se precipitaria e não obstruiria os canos.

As obras previstas para a cidade incluem uma estação de tratamento de água, um reservatório e a rede redistribuidora. Também está incluída aí a perfuração de três poços profundos para aumentar o fornecimento de água. "Nós não vamos ficar esperando somente adutora de Mossoró. Estamos agindo, mas ela vai ser, no final das contas, a solução de tudo", finalizou.

Estiveram presentes na coletiva desta sexta a deputada federal Sandra Rosado, os veradores Lahyre Rosado, Daniel Gomes, Genivan Vale, Jório Nogueira, e representantes dos funcionários da Caern.


Rompimento de contrato com a Caern pela Prefeitura pode ter motivação política.
O Mossoroense – Dia 09/11/2009

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgotos e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Sindágua/RN), Alberto Moura, em sua passagem por Mossoró deixou claro que existem fortes indícios de interesse político na decisão da Prefeitura de Mossoró em rescindir o contrato que permitia à estatal fazer o abastecimento de água do município.

Para isso não faltam indícios. O primeiro deles é bem simples: a prefeita Fafá Rosado (DEM) é adversária política da governadora Wilma de Faria (PSB), mas esse não é o ponto principal da questão, que é o fato de a aliada política e principal avalizadora de suas duas vitórias eleitorais, a senadora Rosalba Ciarlini (DEM), ser candidata ao Governo do Estado. Ela terá como maior adversário o vice-governador Iberê Ferreira de Souza (PSB), o candidato de Wilma e secretário estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos.

O vice-governador substituirá Wilma de Faria em abril do próximo ano, quando ela renunciará ao cargo para poder disputar uma cadeira no Senado Federal. Com isso, Iberê será o "governador que solucionou o problema da falta de água em Mossoró". Isso porque ele terá em mãos R$ 230 milhões, resultado de convênio do Governo Federal.

Convênio esse que a prefeita Fafá Rosado orientou que não fosse assinado em documento enviado à Caern.

Por trás da decisão que não teve nenhum tipo de comunicado oficial nem mesmo entrevista coletiva, estaria uma estratégia para deixar o futuro adversário de Rosalba sem discurso quando viesse a Mossoró pedir votos a partir de julho do ano que vem.

No entanto, " o tiro pode sair pela culatra". A passagem de Iberê por Mossoró na última sexta-feira mostrou isso. Ele disse não entender como políticos de Mossoró poderiam se posicionar contra um montante de recursos como esse e que a rescisão de contrato foi fora de hora.

Ele lembrou da polêmica posição da senadora Rosalba Ciarlini que, quando prefeita de Mossoró, era contra a construção da adutora Jerônimo Rosado, no final dos anos 1990. Naquela época, o governador do Rio Grande do Norte era o senador Garibaldi Filho (PMDB). Na época um ferrenho adversário. Mesmo assim preferiu descartar a hipótese de decisão política.

Discurso

A atitude da Prefeitura de Mossoró pode ceder a Iberê um poderoso discurso de campanha. Basta lembrar que um dos fatores decisivos para a vitória de Wilma sobre Garibaldi nas eleições de 2006 foi o debate em torno das privatizações. A governadora, que disputava a reeleição, iniciou a campanha com uma desvantagem de 20% para o adversário. Ela aproveitou o debate da campanha presidencial na qual o presidente Lula lembrava que o PSDB é um partido marcado pelas privatizações e trouxe um assunto para o nível estadual lembrando que foi Garibaldi quem privatizou a Cosern e poderia fazer o mesmo com Caern. Associar a administração que Rosalba pregou nas ruas em 2004 e 2008 como a continuidade de seu governo a uma privatização do serviço de abastecimento de água pode ser um forte indício de que a Caern seria a próxima estatal a ser submetida ao capital privado.


Sindicato é a favor da manutenção
Diário de Natal – Dia 04/11/2009

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgotos e Meio Ambiente do RN (Sindágua/RN), Alberto moura, entende que os investimentos de R$ 600,00 milhões em Natal são argumentos mais que suficientes para a continuação do contrato entre a prefeitura e a Caern. Ele reconhece que a Caern precisa modernizar e democratizar a sua gestão, mas entende que os serviços precisam continuar a ser prestados pelo poder público. "Não podemos entregar o serviço pelo simples fato de dizer que a empresa pública é ineficinte", argumentou. Em Mossoró, trabalhadores da Caern e suas famílias protestam, hoje, contra a rescisão do contrato da prefeitura. Moura acusa a prefeitura de mossoróense de ter tomado a decisão movida por interesses políticos já que a prefeitura, Fafá Rosado (DEM), é correligionária da Senadora Rosalba Ciarline (DEM) - candidata ao governo - e as obras de R$ 200 milhões em andamento seriam inauguradas pelo atual governo.

 

SINDAGUARN.COM.BR
Secretaria de Comunicação do Sindágua/RN

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