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Coluna do Aposentado:
Novo índice para 2012.
terça-feira,
27 de outubro de 2009 - 16h08
POR
LUCIENE BRAGA, RIO DE JANEIRO
Rio - O Dieese (Departamento Intersindical
de Estatística e Estudos Socioeconômicos) já
trabalha na elaboração de um novo índice
de correção das aposentadorias e das pensões
do INSS, em substituição ao INPC (Índice
Nacional de Preços ao Consumidor). O novo parâmetro
deve ficar pronto até 2012, quando a comissão
criada para negociar com o governo a recuperação
do poder de compra dos aposentados e pensionistas que ganham
benefícios acima do salário mínimo deverá
apresentá-lo como alternativa.
Para 2010 e 2011, esses segurados já
têm garantidos os aumentos reais segundo a fórmula
sugerida pelas negociações entre as centrais
sindicais e representantes da governo, que prevê a variação
do INPC mais 50% do PIB (Produto Interno Bruto) — há
especulações de que o percentual possa ser maior,
atingindo 65%, caso a Câmara aprove a alteração.
Segundo o Sindicato Nacional dos Aposentados
e Pensionistas da Força Sindical (Sindinapi), que já
participou de duas reuniões com o Dieese para discutir
o assunto, o novo índice levará em conta hábitos
de consumo da terceira idade.
A proposta é criar uma cesta específica
de produtos para os idosos, que terá acompanhamento
sistemático da variação pelo Dieese.
Entre as maiores queixas estão as despesas com saúde.
Gastos com remédios e plano de saúde são
os que mais castigam quem já passou dos 60 anos. Edmar
Braga Farias, 70 anos, militar reformado, diz que o plano
de saúde é o que mais tem pesado no bolso. “Pago
mensalmente R$ 770 de plano de saúde para mim e para
a minha mulher, que tem 61 anos”, conta ele, que faz
tratamento para hipertensão e diabetes, mas compra
os remédios em farmácias populares.
Para o diretor da Cobap (Confederação
Brasileira de Aposentados e Pensionistas), Luiz Adalberto
da Silva, a negociação da nova metodologia de
reajuste não deveria se restringir ao índice.
“Nós defendemos o reajuste único. Essa
questão de índice da terceira idade não
resolve”, criticou. Pelo jeito, a negociação
continua dividindo as associações e os sindicatos.
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