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PEC prevê confisco
de terra em caso de trabalho escravo.
terça-feira,
27 de outubro de 2009 - 16h00
Está
parada desde 2004 na Câmara dos Deputados a Proposta
de Emenda à Constituição 438/2001, a
PEC do Trabalho Escravo, que altera o artigo 243 da Carta,
prevendo o confisco de propriedades, sem direito à
indenização, em casos de exploração
de mão de obra escrava. A proposta, que levou à
criação da Subcomissão de Combate ao
Trabalho Escravo no Congresso, prevê que as propriedades
confiscadas sejam destinadas à reforma agrária.
A aprovação da emenda é
considerada por especialistas arma fundamental no combate
ao trabalho análogo à escravidão no Brasil.
Atualmente as punições aos exploradores desse
tipo de mão-de-obra são as determinadas no artigo
149 do Código Penal, que prevê de dois a oito
anos de prisão, e a inclusão do nome na "lista
suja" do Ministério do Trabalho e Emprego, que
pune os reincidentes com restrições de crédito.
Apresentada pela primeira vez em 1998 pelo
deputado Paulo Rocha (PT-PA), a PEC do Trabalho Escravo seguiu
para o Senado, onde em 1999 foi transformada na atual proposta,
pelas mãos do ex-senador Ademir Andrade (PSB-PA). A
proposta chegou a ser aprovada em primeiro turno pela Câmara
em agosto de 2004 por 326 parlamentares, como resposta às
cobranças populares pelo assassinato de três
auditores fiscais e um motorista do Ministério do Trabalho
em Unaí (MG), em janeiro do mesmo ano.
O problema é que logo depois da aprovação
de primeiro turno a bancada ruralista passou a trabalhar contra
a proposta e até hoje não houve acordo entre
os líderes de partido para retomar a PEC às
votações.
As informações são do jornal O Estado
de S. Paulo. |