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Calota
polar do Ártico pode derretar totalmente dentro de
20 ou 30 anos.
Em apenas dez anos o
Ártico será considerado uma via marítima
segura, concluíram nesta quarta-feira cientistas, após
a análise dos dados recolhidos em uma missão
realizada pelo explorador Pen Hadow.
sexta-feira,
16 de outubro de 2009 - 08h10

A calota polar do Ártico desaparecerá
dentro de 20 a 30 anos, mas em apenas dez anos o Ártico
será considerado uma via marítima segura, concluíram
nesta quarta-feira cientistas, após a análise
dos dados recolhidos em uma missão realizada pelo explorador
Pen Hadow.
"A calota terá completamente
desaparecido no verão entre 20 e 30 anos, mas terá
fortemente diminuído em bem menos tempo. Em dez anos,
o oceano ártico será considerado um mar aberto
à navegação durante a estação
de verão", declarou Peter Wadhams, professor na
Universidade de Cambridge, Inglaterra.
Em uma coletiva de imprensa em Londres, ele
apresentou as conclusões das análises realizadas
a partir dos milhares de dados recolhidos durante uma missão
de 73 dias dirigida pelo explorador britânico Pen Hadow.
O
objetivo era medir, no inverno e in loco, a espessura da calota
para especificar as previsões sobre o derretimento
da calota ártica.
Em quase 450km percorridos pela equipe, a espessura média
do gelo observada era de 1,8 metro nas cristas formadas pela
pressão, era de 4,8 metros.
"Uma espessura de 1,8m é característica
de uma camada de gelo formada durante o ano, que é
mais vulnerável no verão. E o gelo acumulado
em vários anos diminui de forma acelerada", continuou
Wadhams. "É um exemplo do aquecimento climático
em ação", acrescentou.
Para o doutor Martin Sommerkorn do Fundo Mundial para a natureza
(WWF), parceiro da expedição, o estudo esboça
um quadro muito sombrio referente ao derretimento da calota
mais rápido do que pensamos, destacando que este desaparecimento
teria um impacto além do Ártico.
Além do desaparecimento da fauna, este derretimento
provoca o aumento do nível dos oceanos, modificações
atmosféricas e de correntes marítimas, e também
a liberação de volumes muito importantes de
gás causador do efeito estufa, considerados responsáveis
do aquecimento climático, explicou.
Segundo ele, o permafrost ártico absorvem duas vezes
mais CO2 que a atmosfera e os fundos marinhos gelados do Ártico
também absorvem mais que o acúmulo de reservas
de carbono, petróleo e gás do planeta.
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