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Servidores motivados:
serviço público de qualidade.
Vilson Antonio Romero
(*)
quinta-feira,
24 de setembro de 2009 - 08h51

A população que acorre diariamente
aos guichês e balcões das repartições
públicas na busca de atendimento e solução
de seus problemas, que enfrenta filas enormes em departamentos
e secretarias Brasil afora, que sofre para marcar consultas
no SUS ou conseguir vagas em escolas públicas ou resolver
as pendências com o “leão” federal,
não sabe que há um Dia do Servidor Público.
A maior parte da sociedade desconhece que o dia 28 de outubro
é dedicado ao cidadão do outro lado do balcão,
do guichê ou da escrivaninha. A primeira menção
à homenagem está inserida no artigo 266, do
Decreto-Lei 1.713, de 28 de outubro de 1939: “O dia
28 de outubro será consagrado ao ‘Funcionário
público’". Era o reconhecimento do então
governo Vargas à relevância do serviço
público para o desenvolvimento e consolidação
da Nação.
Mais adiante, foi formalmente instituído o Dia do
Funcionário Público, através do Decreto-Lei
5.936, de 1943, pelo mesmo presidente Getúlio Dornelles
Vargas, e alterado posteriormente pela Lei 1.711, de 28 de
outubro de 1952 (Art. 240). Em 1990, com o surgimento do novo
Estatuto dos Servidores Públicos Civis da União,
das autarquias e das fundações públicas
federais - Lei 8.112, de 11 de dezembro de 1990 - a denominação
de funcionário foi substituída pela de servidor.
No “Aurelião” está dito: “Servidor
é aquele que cumpre com correção os serviços
e obrigações; é pontual; o indivíduo
que serve e exerce oficialmente cargo ou função
pública”.
Mas poucas categorias de trabalhadores tiveram a imagem tão
vilipendiada e maltratada como as vinculadas às diversas
esferas de governo, seja no município, estado ou União.
Além do desprestígio e da mácula genérica
ora de marajás ou privilegiados, ora como se pouco
fizessem no atendimento ao público, estes funcionários
têm sido massacrados pelos governos.
No de FHC, foram cortados mais de 50 direitos e conquistas
consagradas ao longo do século passado, conforme levantamento
do Diap, nas sucessivas reformas constitucionais e legais
implementadas pelo Planalto, com referendo congressual. No
atual, apesar de terem sido reativadas as contratações
e recuperado em parte o poder aquisitivo, também foram
verificadas perdas, em particular, nas regras de aposentadoria,
mais restritivas.
Ao chegar a mais este 28 de outubro, esperava o servidor,
principalmente expressivo contingente da esfera federal, comemorar
alguns ganhos obtidos nas negociações salariais
que se arrastavam desde o ano passado. Porém, não
é que o sorriso do melhor holerite pode virar muxoxo,
pois já anunciam que, em decorrência da crise
financeira mundial, aumentos podem ser reescalonados, concursos
cancelados e o gasto do governo contido.
Como sempre, nestas horas de crise ou alarde, os instrumentos
de contensão de despesas públicas mais fáceis
e demagógicas são o corte ou congelamento dos
salários do funcionalismo e dos benefícios previdenciários.
Pode ser apenas mais um “bode na sala”, mas os
servidores não poderão passar novamente seu
dia sem sobressaltos.
Mesmo assim, torçamos e continuemos buscando a valorização
do funcionário, com treinamento, atenção
e remuneração digna. Pois estes são ingredientes
fundamentais para sua continuada motivação e
um conseqüente serviço público de qualidade.
Caros servidores, apesar de tudo, um feliz 28 de outubro!
(*) Jornalista, auditor fiscal, diretor da Associação
Riograndense de Imprensa e da Associação Gaúcha
dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Agafisp)
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