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Sindágua
envia ofício a ARSBAN solicitando a Revisão
Tarifária.
quinta-feira,
23 de abril de 2009 - 09h00
O
Sindágua solicita que a Asbam, verifique junto á
Caern e torne públicos todos os detalhes do problema
da falta de liquidez e as alternativas atuais e futuras de
solução, e que, em função disso
e do orçamento anual, avalie a urgência de se
corrigir a metodologia de tarifa atual, relacionando-a com
uma escolha racional para investimento em novos sistema. Veja
integra do Oficio.
Oficio Nº -- Natal, 27 de Fevereiro
de 2009
Ao Senhor
Urbano Medeiros
Presidente da ASBAM
Assunto: Revisão Tarifaria da CAERN
Senhor Presidente,
Em atenção ao estudo que a
ASBAM realiza para desenvolvimento e aplicação
de metodologia de avaliação tarifária
dos serviços de água e esgotos prestados pela
Caern SINDÁGUA destaca alguns aspectos que entende
serem relevantes.
É do total interesse dos empregados
da Caern, e em particular do Sindicato, que a metodologia
que a Asbam venha a finalizar seja abrangente na totalidade
das atividades da companhia, não somente quanto a regular
preço. Isso porque, neste ano, a Caern apresenta uma
dificuldade devido á farta de liquidez que torna ineficiente
o conjunto operação- regulação
dos serviços.
Sobre essa questão, esse Sindicato
entende que, a ASBAM necessitam se posicionar e, mais do que
isso, mudar a forma de atuação, para que não
ajudem a levar a CAERN á falência. Segundo dados
da própria companhia, o defíce passa de 3 milhões
mês, esta sendo administrado por descabidos atrasos
aos fornecedores de curto prazos, estando a empresa em estados
de endividamento que ameaça o seu futuro, o que se
nota pelo sucateamento de equipamentos, muitos deles com mais
de Vinte anos, em fim de ciclo de vida.
Essa realidade ameaça a continuidade
e a qualidade dos serviços prestados pela Caern. Para
constatar essa situação, basta uma visita técnica
ás unidades operacionais dos sistema de água
e esgotos, principalmente ás estações
de tratamento de esgotos. Nestas, o grau de sucateamento pode
comprometer a qualidade dos corpos receptores de afluentes.
Na avaliação do SINDÁGUA,
há duas fontes principais dos problemas enfrentados
pela CAERN hoje: má gestão administrativa, com
reflexos nos campos econômico e financeiro, que envolvem
a diretoria da companhia e destinação de grande
parte do orçamento em obras cuja provisão de
recursos cabe a financiamentos oriundo de fontes estatais
e não ás receitas auferidas da tarifas.
A má gestão se constata por meio da simples
análise das escolhas de gastos excessivos com terceirizações,
contratos de assessorias e serviços mal executados
pelas firmas terceirizadas.
Por outro lado, é de conhecimento
dos gestores, do governo e provavelmente da ASBAM que desde
2003, a CAERN vem aumentando a quantidade de obras de ampliação
e de implantação de novos sistemas custeados
pela receita proveniente da tarifa, sem que haja uma revisão
tarifária que realmente atenda os investimentos próprios
feito pela a empresa.
Portanto, entendemos que uma análise
tarifária que também se preocupe com a saúde
financeira da CAERN deve se direcionar pela avaliação
do custo real total dos serviços e dos investimentos,
e não apenas do preço dos serviços, conforme
se pratica atualmente.
A nossa opinião é que os investimentos
adicionais (ou seja, para além do que a CAERN prevê
em suas políticas) devem ser feitos pelo poder público,
como se faz nas outras empresas de saneamento do Brasil, isso
evita aumentos exagerados da tarifas e não afeta a
imagem da companhia, pois ela nada fez de errado para isso,
exceto a má gestão destacada.
Por estarmos certos de que este é
o momento para se corrigir metodologias e equívocos
de gestão com vistas a possibilitar a manutenção
da CAERN pública, eficiente e com serviços de
qualidade, solicitamos que a ASBAM:
1)
Verifique junto á CAERN e torne públicos todos
os detalhes do problemas da farta de liquidez e as alternativas
atuais
e futuras de soluções;
2)
Em função disso e do orçamento anual,
avalie a urgência de se corrigir a metodologia de tarifa
atual relacionando-a
com uma escolha racional para investimentos em novos sistemas.
Atenciosamente,
ALBERTO DA SILVA MOURA
PRESIDENTE DO SINDÁGUA:RN
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