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Servidores
querem gestão participativa.
Os trabalhadores da Caern reivindicam
um modelo de administração, no qual eles tenham
uma cadeira no conselho e uma diretoria na empresa pública.
quinta-feira,
26 de fevereiro de 2009 - 14h05
Os trabalhadores da Caern reivindicam um
modelo de administração, no qual eles tenham
uma cadeira no conselho e uma diretoria na empresa pública.
De acordo com o Presidente do Sindicato dos Trabalhadores
em Água, Esgotos e Meio Ambiente no Estado do Rio Grande
do Norte (Sindágua/RN), Alberto Moura, o projeto de
gestão participativa traz algumas soluções
para os problemas nos serviços prestados para a população.
Entretanto, os trabalhadores não receberam respostas
das solicitações de audiências marcadas
para tratar do assunto com o secretário estadual de
meio ambiente e dos recursos hídricos, Iberê
Ferreira de Souza, e com a governadora, Wilma de Faria.
De acordo com Alberto Moura, o nome para
ocupar a cadeira da diretoria da Caern seria eleito pelos
funcionários do órgão. "Um representante
dos trabalhadores numa diretoria da companhia facilitaria
a proposição de metas administrativas que priorizem
a população. Precisamos definir metas administrativas
e não políticas", declarou o presidente
do Sindicato. A administração regional da Caern
do Litoral Sul ensaia uma forma de gestão participativa,
na qual as metas para o mês são discutidas com
os funcionários semanalmente. Dessa forma, de acordo
com Alberto Moura, os funcionários conseguem corrigir
as deficiências dos serviços antes de serem registradas
no balanço mensal.
Os caminhos práticos apontados pelo
sindicato para dinamizar a prestação de serviço
na empresa pública estão no direcionamento dos
investimentos originários do Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC). Para Alberto Moura, todos os consumidores
que recebem água da Caern devem ter hidrômetros
para medir a quantidade que realmente se gasta e não
fazer uma estimativa para se cobrar o consumo. A mudança
rede de canos e esgoto também seria um investimento
importante, do ponto de vista do representante dos servidores.
O presidente do Sindágua aponta exemplos de gestão
participativa em outros Estado. "Em Roraima, por exemplo,
os trabalhadores conseguiram a auto-gestão da empresa
estadual de águas e esgotos do estado e os resultados
são satisfatórios", comentou.
Para auxiliar a elaboração
do projeto, o sindicato ainda contratou um consultor que é
ex-funcionário da Caern. "O projeto de gestão
participativa prevê ações de curto, médio
e longo prazo", explica o representante dos trabalhadores.
Ele também sentiu uma resistência da diretoria
da empresa pública diante da proposta de gestão
participativa, tendo em vista as indicações
políticas.
Segundo Alberto Moura, a arrecadação
da Caern é de R$ 24 milhões e 33% dos recursos
vão para a folha de pagamento dos servidores. "Os
trabalhadores não querem apenas salários, reivindicamos
também eficiência na empresa", exclamou
Alberto Moura.
A Assessoria de Comunicação
da Caern informou ao CORREIO DA TARDE que a Companhia instituiu
uma comissão para analisar o projeto de gestão
participativa e espera o resultado da audiência do Sindágua/RN
com o secretário estadual de Meio Ambiente e dos Recursos
Hídricos, para dar a palavra final. |