|
Brasil
ganha 101 novos institutos de Ciência e Tecnologia.
O Programa tem metas de mobilizar e
agregar,os melhores grupos de pesquisa em áreas de
fronteira da ciência e em áreas estratégicas
para o desenvolvimento sustentável do País.
quinta-feira,
12 de fevereiro de 2009 - 18h53
O Programa de Institutos Nacionais de Ciência
e Tecnologia (INCT) vai estabelecer 101 centros de excelência
em pesquisas básicas e aplicadas, distribuídos
por todo o território nacional.
O Programa dos INCTs (Institutos Nacionais
de Ciência e Tecnologia) tem metas abrangentes em termos
nacionais, como a possibilidade de mobilizar e agregar, de
forma articulada, os melhores grupos de pesquisa em áreas
de fronteira da ciência e em áreas estratégicas
para o desenvolvimento sustentável do País.
Pesquisa básica e tecnológica
Com a implantação desses centros de excelência,
o Ministério da Ciência e Tecnologia pretende
impulsionar a pesquisa científica básica e fundamental
em níveis competitivos internacionalmente e estimular
o desenvolvimento de pesquisa científica e tecnológica
de ponta para promover a inovação e o espírito
empreendedor, em estreita articulação com empresas
inovadoras.
Além de promover o avanço
da competência nacional nas diversas áreas de
atuação dos Institutos, criando ambientes atraentes
e estimulantes para alunos talentosos de diversos níveis,
do ensino médio ao pós-graduado, o Programa
também se responsabilizará diretamente pela
formação de jovens pesquisadores e apoiará
a instalação e o funcionamento de laboratórios
em instituições de ensino e pesquisa e empresas,
proporcionando a melhor distribuição nacional
da pesquisa científico-tecnológica, e a qualificação
do País em áreas prioritárias para o
seu desenvolvimento regional e nacional.
Os Institutos devem ainda estabelecer programas
que contribuam para a melhoria do ensino de ciências
e a difusão da ciência para a população
em geral.
Núcleos estratégicos
de pesquisa científica
O Programa de Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia
(INCT) investirá cerca de R$ 600 milhões em
101 unidades de pesquisas, que passam a ocupar posição
estratégica no Sistema Nacional de Ciência e
Tecnologia.
O ministro da Ciência e Tecnologia,
Sergio Rezende, informou que o programa, que contava com R$
523 milhões, recebeu cerca de R$ 70 milhões
em reforço financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico Social (BNDES) e da Petrobras. Este é
o maior valor destinado para uma chamada pública para
apoio à pesquisa já disponibilizada no Brasil.
Os recursos serão repassados diretamente
para o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico
e Tecnológico (CNPq/MCT), que financiará os
institutos por meio de editais. "Com isso, podemos aumentar
o número de institutos atendidos ainda em 2009",
comemorou Sergio Rezende.
Avaliação contínua
O ministro destacou que todos os INCTs serão submetidos
a avaliações constantes do CNPq. Já as
ações do programa serão acompanhadas
pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos
(CGEE/MCT). Rezende destacou que as unidades que não
apresentarem os resultados esperados, poderão ter os
recursos bloqueados. "Não vamos parar as atividades
dos INCTs no primeiro ano. Daremos uma espécie de cartão
amarelo, para que a unidade possa se enquadrar e buscar os
resultados esperados", explicou.
Institutos em todo o país
Os institutos selecionados começam a funcionar ainda
este ano e estão distribuídos pelas cinco regiões
do País. O Norte sediará oito institutos, que
receberão R$ 42 milhões; no Nordeste, 14 institutos
terão R$ 59 milhões; no Centro-Oeste, três
instituições terão recursos de R$ 18
milhões; na região Sul os 13 institutos selecionados
recebem R$ 53 milhões, e no Sudeste, onde se encontram
63 unidades - o maior número de sedes - o aporte chega
a R$ 319 milhões.
Os projetos aprovados recebem financiamento
por até cinco anos. Na soma dos recursos que serão
disponibilizados, também estão incluídos
R$ 30 milhões em bolsas, que serão concedidas
pela Capes.
Áreas de atuação
dos institutos
Os projetos enviados na demanda induzida, ou seja, aqueles
indicados como proposta do comitê gestor, recebem 60%
dos recursos. São projetos em 19 áreas consideradas
estratégicas, como Biotecnologia, Nanotecnologia, Tecnologias
da Informação e Comunicação, Saúde,
Biocombustíveis, Energia Elétrica, Hidrogênio
e Fontes Renováveis de Energia, Petróleo, Gás
e Carvão Mineral, Agronegócio, Biodiversidade
e Recursos Naturais, Amazônia, Semi-Árido, Mudanças
Climáticas, Programa Espacial, Programa Nuclear, Defesa
Nacional, Segurança Pública, Educação,
Mar e Antártica e Inclusão Social. O restante
será utilizado para apoiar as propostas da demanda
espontânea de todas as áreas do conhecimento.
|