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Brasileiros
perdem mais de 90 horas de trabalho com conflitos.
quinta-feira,
12 de fevereiro de 2009 - 18h36
Fracasso de projetos importantes, briga de egos entre funcionários,
queda de produtividade e motivação da equipe,
além da perda de clientes, negócios e talentos.
Essas são algumas das conseqüências enfrentadas
por empresas que não preparam os seus colaboradores
para lidar com situações de conflito, divergências
que afetam o fluxo de trabalho.
Segundo pesquisa desenvolvida pela Fellipelli,
em parceria com a OPP, os brasileiros gastam em média
1,9 horas por semana na solução de conflitos,
o equivalente a 91,2 horas por ano e 11,4 dias de trabalho.
As empresas nacionais ficam atrás apenas das alemãs
e irlandesas, ambas com perdas de 3,3 horas semanais, e das
companhias norte-americanas, 2,8 horas. O estudo foi realizado
em nove países (Inglaterra, Bélgica, Brasil,
Dinamarca, França, Alemanha, Irlanda, Holanda e Estados
Unidos), com a participação de cinco mil executivos.
De acordo com a pesquisa, 85% dos funcionários
têm de lidar com o conflito em algum grau, e 29% fazem
isso com freqüência. A principal causa dos desentendimentos
dentro de uma organização brasileira é
o estresse, fator apontado por 43% dos entrevistados. O choque
de valores vem em segundo lugar, com 24% das reclamações.
Já na média global, quase a metade dos funcionários
(49%) vê as diferenças de personalidades e luta
de egos como os maiores geradores de conflitos, seguidos de
estresse (34%) e pressão por conta da elevada carga
de trabalho (33%).
“Dada à multiplicidade de personalidades
existentes em qualquer ambiente profissional e a diversidade
de pressões internas e externas em uma empresa, é
natural que o conflito exista. Evitar esse tipo de situação,
embora bastante comum, portanto, é ineficaz”,
explica Adriana Fellipelli, sócia-diretora da Fellipelli
instrumentos de Diagnóstico e Desenvolvimento Organizacional.
Dois terços dos funcionários
entrevistados fizeram o possível para evitar um colega
em razão de desentendimentos no trabalho, o que causa
distrações e desconcentração da
equipe. Um em cada sete (14%) perdeu um dia de trabalho e
18% admitiram que já pediram demissão por conta
de um conflito. No Brasil, 33% afirmam que evitam ao máximo
chegar a situações de atrito.
Utilizar o conflito para gerar novas idéias
e crescimento profissional é a melhor saída.
A maioria dos entrevistados (76%) viu o desentendimento gerar
resultados positivos, como melhor compreensão dos colegas
(41%), soluções mais adequadas para uma atividade
(29%). No Brasil, o número de funcionários que
usufrui bem de situações conflituosas sobe para
84%, à frente dos Estados Unidos (81%).
“Se as organizações
investirem na conscientização dos membros da
equipe para aprimorar os relacionamentos, elas verão
que a energia gerada pelo atrito interpessoal traz lampejos
de criatividade, ao invés de crises destrutivas. Conflitos
bem manejados podem injetar maior confiança na equipe
e ocasionar melhor tomada de decisões”, afirma
Adriana.
Infelizmente, nem sempre as discordâncias
levam a bons resultados. Ao todo, 27% dos funcionários
viram o atrito dentro do ambiente de trabalho levar a ataques
pessoais, enquanto 25% afirmam que o conflito resultou em
doença e falta no serviço.
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