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Meio
Ambiente aprova liberação parcial de licenca.
Nilson Pinto afirma que a proposta
não ameaça o controle ambiental nas zonas costeiras.
quinta-feira,
12 de fevereiro de 2009 - 18h34
Empreendimentos em zonas costeiras considerados pouco ou não-ofensivos
ao meio ambiente poderão obter o licenciamento ambiental
de forma mais rápida. A Comissão de Meio Ambiente
e Desenvolvimento Sustentável aprovou na quarta-feira
(15) substitutivo ao projeto (PL 721/07) que permite a dispensa
do Estudo de Impacto Ambiental e do Relatório de Impacto
Ambiental, conhecidos como EIA/Rima.
O autor do projeto original, deputado Márcio
França (PSB-SP), afirma que a medida vai beneficiar,
por exemplo, empreendimentos do Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC).
Ele observa que, às vezes, essas obras
deixam de receber recursos disponíveis por não
apresentar em tempo hábil o licenciamento ambiental.
A legislação atual (Lei 7.661/88), que institui
o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro, obriga o Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis
(Ibama) a exigir o EIA em todas as obras, mesmo quando o órgão
entende ser desnecessário.
A Comissão de Meio Ambiente aprovou
substitutivo do relator, deputado Nilson Pinto (PSDB-PA).
O texto deixa mais clara a necessidade de estudos de impacto
quando a obra tiver potencial para causar significativa degradação
do meio ambiente. Sugestão do deputado Arnaldo Jardim
(PPS-SP), acatada pelo relator, transfere para o Conselho
Nacional do Meio Ambiente (Conama) a decisão sobre
a necessidade desses estudos de impacto.
Definição sobre impacto Marcelo
Szpilman, diretor da ONG Instituto Aqualung, que atua na preservação
do meio ambiente marinho, reconhece que os estudos de impacto
ambientais são complexos e demorados. Mas vê
com preocupação a falta de critérios
mais claros para justificar a dispensa desse requisito. "O
grande problema é exatamente saber quem vai decidir
e que critérios vai usar para afirmar que uma atividade
é ou não é impactante. A gente sabe algumas
atividades não são, realmente." O dirigente
sugere que se faça uma lei listando as que são
e as que não são, e definindo quais precisam
ter estudos de impacto ambiental". Já o deputado
Nilson Pinto afirma que a proposta não ameaça
o controle ambiental nas zonas costeiras. "O órgão
ambiental vai dizer qual é o instrumento necessário.
Nem sempre serão exigidos os estudos, que são
muito complexos. Mas algum tipo de instrumento será
exigido. Quem não tiver esse tipo de instrumento, será
fiscalizado e sujeito às punições. Não
se deu nenhuma franquia, não se abriu possibilidade
de fazer obras sem qualquer controle". O relator considera
que a exigência atual de apresentação
do estudo e do relatório, mesmo em casos desnecessários,
é "um procedimento lento, exageradamente burocratizado
e caro". O relator ainda argumenta que o projeto propõe
que sejam exigidos estudos ambientais pertinentes, adequados
à atividade que vai se instalar na zona costeira, que
podem ser ou não o EIA/RIMA. "Com isso, a proposta
racionaliza o licenciamento nessa área e evita a judicialização
dos processos", afirma o parlamentar. Tramitação
O projeto segue para a Comissão de Constituição
e Justiça e de Cidadania em caráter conclusivo.
Se aprovado, poderá seguir direto para o Senado, sem
passar pelo Plenário da Câmara.
Fonte: Aconteceu |