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Perda
para os consumidores de Energia Elétrica.
TCU estima que Celpe e demais distribuidoras
de energia ganham até R$ 1,8 bilhão irregularmente.
quinta-feira,
12 de fevereiro de 2009 - 18h32
Um
erro metodológico da Agência Nacional de Energia
Elétrica (Aneel) pode estar engordando os cofres das
distribuidoras de energia elétrica do País em
R$ 1 bilhão ou até 1,8 bilhão por ano.
Segundo cálculo realizado por técnicos
do Tribunal de Contas da União (TCU), a pedido da Comissão
de Defesa dos Consumidores da Câmara dos Deputados,
a Aneel superestima os custos das distribuidoras e autoriza
um reajuste maior do que o necessário.
O erro foi identificado justamente analisando
o reajuste da Celpe e consta do acórdão 2210/2008,
relatado por ministro Benjamim Zymler.
Os processos de reajuste tarifário
da Celpe entre 2002 a 2007 foi auditado pelo TCU. O que se
descobriu é que o processo seguiu a metodologia da
Aneel, mas esta possuiria uma falha que prejudica os consumidores.
A premissa de reajuste é de que a
tarifa aplicada à quantidade de energia vendida gera
a receita necessária para cobrir os custos da empresa.
Se o custo for superestimado - como aponta o TCU - o reajuste
de tarifa autorizado é maior.
Entre 2002 e 2007, as tarifas da Celpe subiram
78% (contra 61% do IGPM, nesse período).
O TCU analisou os componentes desse incremento
e confirmou que os valores foram de acordo com as regras da
Aneel.
O aumento é feito na forma de reajuste
(um cálculo mais simples) e revisão. Este último
analisa todas as contas da empresa.
O TCU identifica que a forma simplificada
de reajuste, em um cenário de demanda crescente de
energia, "desequilibra o contrato em favor das concessionárias
de energia elétrica, gera ganhos ilícitos e
prejudica o interesse público em favor do lucro privado
indevido."
E continua, no item 46: "A metodologia
atual permite que as empresas se apropriem dos ganhos de escala
do negócio, mesmo quando não decorram de um
aumento de eficiência operacional. Esses ganhos, derivados
do aumento do consumo, deveriam ser repassados aos consumidores
em sintonia com o princípio da modicidade tarifária.
Dessa forma, a metodologia utilizada desvirtua a finalidade
do mecanismo de reajuste, que é manter o poder de compra
da concessionária durante o período tarifário."
Segundo uma simulação do TCU,
as tarifas ficariam 1,92% menores se corrigido o problema.
Isso, em todo o País, resultaria numa economia, ao
consumidor, de R$ 1 bilhão por ano. O TCU determina
à Aneel ajustar a metodologia do reajuste tarifário,
tanto da Celpe quanto das demais empresas.
PS: O estudo tem 22 páginas e está
disponível no site do TCU. Basta informar o número
do acordão: AC-2210-41/08-P
JC online
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